sexta-feira, 8 de março de 2019

NEYMAR, BRUNA E ANITTA, TRIO ELÉTRICO E AMOROSO





Mudaram os carnavais. Hoje em dia, a crônica do que aconteceu de relevante privilegia  menos às competições entre as escolas e cada vez mais os lances amorosos entre as celebridades com milhões de seguidores nas redes sociais . Eles é que são  o assunto.
Em 2019  amor não faltou. Começando exatamente à meia-noite como quase todo amor de Carnaval.
.Cronologia de um Triângulo Amoroso. (Neymar, Bruna e Anitta)

Meia Noite. Bruna Marquezine avisa que está na área. Obs. ( Nada a ver com  área de campo de futebol, apesar de haver  um craque envolvido).





00:05. Bruna chega ao Nosso Camarote (Na realidade, camarote deles, os endinheirados). Bruna chega de cabelos curtos. Desde que começou o Carnaval é a terceira mudança de cabelos de Bruna, mostrando que ela troca mais de penteado do que o ex-namorado troca de tombo (o popular cai-cai).

00:10. No camarote vizinho Neymar , Anitta e David Brasil assistem o mesmo show. David Brazil , pra quem não sabe, é alcoviteiro oficial das celebridades. Da primeira vez em que Bruna voltou para Neymar,  graças à sua interferência, ganhou uma BMW do jogador. Deve estar de olho em outra BMW.

1h. Neymar adentra o Nosso Camarote (deles) causando grande confusão e alvoroço. Ele, Anitta e os parças são levados para uma área especial dentro do camarote, que já é especial. Ou seja, coisa de Sheik das Arábias.









 Logo depois da chegada de Neymar, Bruna sobe ao palco onde Preta Gil está se apresentando.

1h30. Chega a vez de Ludmila subir ao palco. Neymar e parças permanecem do lado direito, Bruna do lado oposto. Curtos circuitos amorosos se espalham pelo ar como se fossem confetes. A nação BRUMAR (Bruna + Neymar) treme. A nação BRASIL, treme também.

1h50.Ludmila chama Neymar para cantar. Ney não sobe ao palco. Pega um microfone na parte de baixo e canta um funk com Ludmilla.

2h10.Ludmila chama Bruna de lado para dançar Favela, música feita em parceria com Anitta. Neymar vira de costas e  Anitta cochicha em seu ouvido. Seria a volta do xingamento de “ Vacilão” com o qual ela já havia presenteado o craque em Salvador?
 obs. Bom lembrar que Vacilão já é aumentativo e não existe outra palavra para expressar graus mais elevados na arte de Vacilar.

(Por algum tempo a cronologia é interrompida e dá margens a especulações. Tudo indica que o terceiro personagem do trio, Anitta, haja começado  a  introduzir seus lábios na boca de Neymar executando aquilo que em períodos fora do Carnaval  se convencionou chamar de beijo). 

2h25.Satisfeito com o que acabou de acontecer  Neymar deixa o Nosso (deles) Camarote e segue para o Camarote Rio.

3h10.Por sua vez, com o poposão cansado de tanto rebolar em vão Bruna deixa o local. O popozão parece desconsolado.

3h20. Bruna deixa de seguir Anitta nas redes sociais. Teria tomado conhecimento da pegação Anitta/Neymar.

5:20.Neymar deixa a Sapucaí acompanhado de seu séquito (parças) Aparenta estar cagando e andando para a sorte do seu time, o PSG da França e menos ainda para a sua contusão no pé.  Vai se apresentar no dia seguinte em Paris com a novidade de uma conclusão científica recém-descoberta por ele mesmo:
“Carnaval faz muito bem para a saúde dos craques. E Beijo de Anitta é melhor do que chifre de Bruna para dores no metatarso do pé direito.”  



José Ewerton Neto é autor de O abc bem humorado de São Luis 



segunda-feira, 4 de março de 2019

ZEZÉ VIROU VITTAR E A JARDINEIRA PERIGUETE




Tempos atrás  o Carnaval era  exclusivo das marchinhas e sambas que fazem sucesso até hoje.
            O  carnaval em si  não mudou tanto, os tempos é que são outros. Os costumes, estes sim, evoluíram rapidamente, talvez para pior. Se as marchinhas fossem escritas hoje, seriam como segue, ao invés de:  

            1.Ontem:” Olha a cabeleira do Tempos Zezé. Será que ele é, será que ele é? Será que ele é bossa nova, será que ele é Maomé. Parece que é  transviado, mas isso não sei se ele é”



.
Hoje: Olha a cabeleira do Vital
Será que ele é, será que ele é.
Será que ele é dançarina, será que ele é  travesti
Parece que ele é tudo isso, mas nem isso eu sei se ele é.







            2. Ontem: “Oh, jardineira, por que estás tão triste? Mas o que foi que te aconteceu? Foi a camélia que caiu do galho, deu dois suspiros, depois morreu!”.

Hoje: Oh, periguete, por que estás tão triste?
Mas o que foi que te aconteceu
Foi o coroa que quebrava teu galho
Deu dois suspiros, depois morreu.

            3. Ontem: “Se você fosse sincera, ô ô Ô Aurora, ai meu Deus que bom que era, ô ô Ô , Aurora. Um lindo apartamento com porteiro e elevador e ar refrigerado para os dias de calor.  Madame antes do nome, você teria agora,  ô ô Ô Aurora!”

Hoje: Se você fosse galinha, oooô, Aurora
Ai meu Deus que bom que era, ô ô Ô Aurora!
Um apê de  cobertura ,com cinema e boate.
E um personal training pra teus dias de calor
Um chifre bem na testa, eu ostentaria agora
Oooô, que Aurora!




            4.Ontem: ”Mamãe, eu quero, mamãe, eu quero, Mamãe, eu quero mamar. Dá a chupeta, dá a chupeta, dá a chupeta pro bebê não chorar. Dorme filhinho do meu coração, pega a mamadeira e vem entrar no meu cordão, eu tenho uma irmã que se chama Ana, de piscar o olho já ficou sem a pestana.”

Hoje: (Nos salões do poder público)

Mamãe eu quero, mamãe eu quero  roubar
 Me  dá a propina, me dá a propina, dá a propina pro bebê não chorar.
 Dorme justiça, do meu coração,
Pega a propina vem entrar no meu cordão,
Só de ficar vendo tanta mala de dinheiro,
Meu beiço encolheu  parecido ao Gilmar Mendes.

            5.Ontem: ”Solteira eu não quero. Casada traz complicação. A viúva tem saudade, a desquitada é a minha solução”.

Hoje: Hetero eu não quero,
Homossexual traz complicação
Sexo virtual pode dar cadeia
Transsexual é a minha solução.

            6.Ontem: ”Vestiu uma camisa listrada e saiu por aí , em vez de tomar chá com torrada ele bebeu Parati. Levava um canivete no cinto e saia dizendo mamãe eu quero mamar, mamãe eu quero mamar, mamãe eu quero mamar. 

Hoje: Pegou sua moto envenenada e saiu por aí
Em vez de tomar chá com cachaça cheirou um monte de pó
Levava um  pistola no cinto e um celular na mão
E saiu dizendo ao chefe da gangue: Pai eu quero matar, papai eu quero matar, papai eu quero matar!









            5.Ontem: As águas vão rolar, garrafa cheia eu não quero ver sobrar, eu passo mão na saca, saca, saca rolha, e bebo até me afogar. Se a polícia por isso me prender, mas na última hora me soltar, eu passo a mão no saca, saca, saca rolha ninguém me agarra, ninguém me agarra

Hoje: (cantada pelos batalhões das blitzes )

As multas vão rolar,
Papudinho  hoje eu quero ver soprar
Eu passo a mão no  bafômetro e empurro
Até o coitado se afogar!
Se o desgraçado pedir pra não prender
E vier me implorar para soltar
Eu passo a mão no cassetete e enfio nele

Ninguém me agarra, ninguém me agarra!


José Ewerton Neto é autor de
O ABC bem humorado de São luis


domingo, 24 de fevereiro de 2019

A VERDADEIRA HISTÓRIA DO EXORCISMO






A PRÉ-HISTÓRIA DO EXORCISMO

Alguns religiosos-cientistas acreditam que o Universo tenha começado por causa do exorcismo (ou melhor, pela falta dele). Aporrinhado com as chateações do Satanás, e sem ter acesso aos cursos espanta-demônios que somente começaram a existir neste século,  Deus teria resolvido criar o Mundo para se ver livre do capeta em definitivo. Meio como quem diz:  “Toma, pega tudo isso aí, te diverte, mas me deixa em paz!”
As labaredas quilométricas e as temperaturas altíssimas durante o big-bang  típicas de um inferno em expansão seriam a prova mais cabal disso.  Somente bilhões de anos após,  ao acordar,  o Todo Poderoso  se deu conta do que havia feito e mandou seu filho para tentar consertar as coisas. (obs. Como o tempo nada significa para Deus, toda essa demora foi equivalente apenas ao seu sono de uma noite).
Acontece que os  demônios, mal-acostumados, e já tendo se apossado da maioria das almas daqueles seres minúsculos e arrogantes denominados homens, resolveram crucifica-lo. Deus, triste e decepcionado, desistiu pela segunda vez e resolveu tirar uma breve soneca por mais alguns bilhões de anos.
Durante o sonho, porém, teve visões de que os  demônios haviam tomado conta do planetinha onde mataram seu filho. As provas mais contundentes eram as aparições de figuras diabólicas como Gilmar Mendes, Donald Trump,  Nicólas Maduro etc. Magoado com essa visão perturbadora Deus teria dito: Nada mais farei para salvá-los! Que aprendam sozinhos.

1. Esse aprendizado demorou mas chegou. A prática do espanta-demônio (também chamada de exorcismo) existe desde antes do catolicismo,  há mais de dois mil anos, mas foi aperfeiçoada com o tempo. Na Bíblia há várias passagens sobre expulsão de demônios. Até a reforma protestante no século XVI para exercê-lo bastava ser religioso, a partir daí, um exorcista aprendia com o outro como lidar com Satanás até que no século XVII a Igreja instituiu o exorcismo e estabeleceu regras para o rito oficial.

2. Em tons pós-modernos  o exorcismo ressurgiu a partir de 1999 quando o padre Gabriele Amorth principal exorcista do Vaticano fundou a Associação Internacional dos Exorcistas que desde então organizou o curso que agora está sendo oferecido , mundialmente. As mudanças de método se tornaram um tema de debate palpitante durante o curso, acreditando-se que, em breve, se possa expulsar demônios até pelo whats app - principalmente se este estiver na forma do namorado ou vice-versa.  
Diante disso, várias entidades administrativas em nosso país estão cuidando de credenciar especialistas com o fim de resolver problemas bizarros e insolúveis somente explicáveis pela influência do demo. Uma forte corrente do Governo Bolsonaro, por exemplo, sugere que se peça ajuda do Vaticano para promover a vinda urgente de padres diplomados na matéria.
Como se sabe, o que anda acontecendo de trapalhada por lá não é normal e mais gente do que se imagina estaria possuída.






 Os filhos de Bolsonaro, por exemplo.  



José Ewerton Neto é autor de O ABC bem humorado de São Luis, agora em segunda edição revista e ampliada 





                                                                       ewerton.neto@hotmail.com

domingo, 17 de fevereiro de 2019

CASCA DE BANANA: Uma TRAGÉDIA brasileira




"Existe uma casca de banana por trás de toda grande tragédia.”

            A frase acima, do escritor inglês Graham Greene, usei-a algumas vezes nas reuniões preventivas sobre segurança de trabalho, antes das jornadas diárias no ambiente de produção metalúrgica, quando me cabia, como engenheiro, ser o palestrante.
            Era repetida aqui e acolá, porque além de seu fácil entendimento continha, em poucas palavras, o apelo à necessária e permanente vigilância de qualquer funcionário diante de desleixos ocasionais que podem ter consequências acumulativas e avassaladoras.
            Uma casca de banana, disposta de forma ocasional e aparentemente inofensiva: um laudo ignorado; uma decisão que se adia; um equipamento sem manutenção; um jeitinho brasileiro; uma barreira de contenção que não se avalia e... Pronto, eis a tragédia!  
            As tragédias de Brumadinho e do Ninho do Urubu são exemplos recentes de como, especialmente em nosso país, os nossos administradores (seja de uma cidade,  de uma empresa, ou de um time de futebol) fazem questão de jamais enxergarem as cascas de banana por considerarem, que são imunes às suas consequências porque jamais pisam no chão de fábrica, num campo de futebol ou no trajeto  de um fluxo de lama. No popular, é como se pensassem “Se alguém tiver de morrer serão os outros, portanto melhor deixar como está !.” 
            No caso do Ninho do Urubu, foi necessária a morte de 10 rapazes para se enxergar o que acontecia nos arredores do luxo obsceno dos salários e das contratações milionárias de jogadores tidos como ídolos. Enquanto isso se dava,  numa farra de gastos incompatível com a privação em paralelo de Jogadores humildes e ainda sem nome, estes eram jogados em contêineres, em condições precárias.








 À semelhança do descaso criminoso de outras tragédias: Mariana, Brumadinho, Boate Kiss etc cujo número de mortos excede a mil,  esse último episódio mostra  que isso ficou corriqueiro num país onde tudo se vê, mas se faz de conta que não , onde as cascas de banana não são afastadas, mas, são deixadas no mesmo lugar para que sobre elas pouse o tempo que fará esquecê-las.
Enquanto o ídolo Zico, egresso das divisões de base, em depoimento pungente exigia a apuração rigorosa dos fatos o presidente em exercício  general Mourão Filho, dando uma de torcedor tardio e deslocado,  preferia atribuir a morte dos rapazes a uma fatalidade. Ou seja, ao responsabilizar o imprevisto da natureza para acobertar crimes de descaso o general cometeu o mesmo crime de leniência que as autoridades cometeram em relação aos culpados de Mariana, cuja punição exemplar teria evitado o segundo massacre.
            A omissão no enquadramento desses dirigentes (de times de futebol a  executivos de empresa e  administradores públicos ) por conduta leviana e indiferente  transforma-se assim na casca de banana mais perigosa, a que se perpetua trazendo outra e mais outra, enfim, uma sucessão de grandes tragédias que, pelo visto, tão cedo não serão estancadas.
                                                                       ewerton.neto@hotmail.com


José Ewerton Neto é autor de O ABC bem humorado de São Luis





domingo, 10 de fevereiro de 2019

O SUPER-HERÓI DO INVERNO




O GUARDA-CHUVA

Basta o inverno chegar, ei-lo de novo. Do mesmo jeito que há mais de 200 anos, quando o inglês Jonas Hanway introduziu seu uso diário, apresenta poucos sinais de evolução científica, digamos assim. Um acionamento quase automático aqui, uma cobertura de plástico ali, basta uma olhadela em sua direção para constatar que continua o mesmo de sempre: sério, sorumbático e deselegante, com uma indisposição histórica.
Esse seu estoicismo talvez seja decorrente da indiferença com que é tratado pelos homens, nos dias comuns e ensolarados.  Revoltado com esse descaso, assim que começa a guerra entre a água e o homem torce pela chuva, cagando  e andando para os que o apanham para se proteger. Quando isso acontece demora-se a abrir, e mais ainda a fechar-se, além de dar um jeito de se esconder nos locais mais improváveis. Recente estatística  descobriu que 70 % dos guarda-chuvas são esquecidos (ou fogem) do comprador antes de serem usados pela primeira vez .
Em termos evolucionistas, o único modismo em que se insere é o de pertencer à classe dos produtos descartáveis, por obra e graça dos asiáticos. Em qualquer ajuntamento de camelô chinês, lá estão os guarda-chuvas, aos montes, fazendo concorrência a bonés, pomadas japonesas, bugigangas paraguaias e  mulheres rodando celular (elas não usam mais bolsinhas).  Comprados a preço de banana, são fabricados em escala mais volumosa que a de produção de miojo. Têm prazo de garantia, mas este costuma não passar de meia hora - se não estiver trovejando e relampejando.
Tem-se como verdadeiro, na comunidade científica, que o uso  do guarda-chuva em pleno século XXI acontece muito mais por uma imposição psicológica. Ao começarem os raios seguidos de trovões um medo anterior e ancestral se apossa do inconsciente humano e o indivíduo se socorre da arma que tiver em mãos para superar seu pavor.  Ao segurar no seu cabo e partir para cima do temporal há um  evidente viés exibicionista.  Claro que, ao fim, se encharca todo, mas a ilusão de que enfrentou de igual para igual as adversidades impostas pela natureza acaricia seu subconsciente, e isso lhe basta.
Recentemente, um cientista japonês se saiu com uma teoria originalíssima para justificar o fato de nenhuma civilização extraterrestre, haver estabelecido,  até hoje, contato com os terráqueos. Segundo ele, ao tomarem conhecimento da geringonça que os homens usam para se proteger das tempestades, enviaram para as demais comunidades interplanetárias uma mensagem com os seguintes termos: “Não percamos tempo tentando contatá-los. Não é merecedora de atenção uma raça que após 4 milhões de anos não conseguiu inventar, para se proteger da água,  um equipamento melhor do que um guarda-chuva.”



José Ewerton Neto é autor de O ABC bem humorado de São Luis 




sábado, 2 de fevereiro de 2019

MELHOR DEIXAR AS METAS NO BOLSO-NARO






Tantas metas, tantos planos! O Brasil é um país em que seus dirigentes são especialistas em metas e planos. Como são especialistas também em inventarem leis,  qualquer  dia criarão uma lei para fazer com que os planos sejam cumpridos à risca.  
O novo presidente, por exemplo, começou 2019 apresentando 100 metas para serem executadas em 100 dias.  A julgar pelo que já se viu anteriormente , vejamos como os executores  dos projetos estão se virando para poder cumpri-los.

 1.Combate a fraudes no INSS. Revisar cerca de 6,4 milhões de benefícios. A MP 871 já foi publicada.
Ação. O ato de respirar passará a ser considerado um benefício doado pelo Governo. Os executores acreditam que  seja muito mais fácil extrair dinheiro do povo cobrando imposto pelo ar que se respira do que revisar 6,4 milhões de casos de invalidez.

2.Reduzir a máquina administrativa.
Ação. Ao invés de extinguir 21 mil funções comissionadas a “Máquina” será reduzida eliminando máquinas de ar  condicionado, de computação, máquinas de cortar grama, máquinas de calcular e demais máquinas.

3.Lei anticrime. Esse projeto de lei será criado para aumentar a eficácia no combate ao crime organizado.
Ação. Como o combate é ao crime organizado e não ao desorganizado, os crimes de bala perdida passarão a serem considerados crimes organizados e uma nova lei será criada: “Se alguém for morto por bala perdida, a partir de agora a bala terá de ser identificada e presa. “

4.Operação Lava-Jato. Melhoria da capacidade através da recomposição e aumento da estrutura.
 Ação Para isso a Operação Lava-Jato terá seu nome mudado para Operação Lava-Transatlântico.

5.Passaporte. Retirada do brasão atual para fortalecer  a identidade e o amor à pátria.
Ação. O Hino Nacional cuja cantoria em jogo de futebol hoje é a maior demonstração cívica brasileira coletiva, passará a ser cantado em missa de sétimo dia, casamento e até na louvação do pôr-do-sol em Copacabana.

6.Cargos no Governo. Impedir o loteamento político de cargos públicos adotando critérios objetivos de nomeação.
Ação. A partir de agora o loteamento será feito através de leilão,  em sessão restrita a políticos e empresários. Lances só a partir de uma BMW
 (isso será feito para evitar rachadinhas e sucessivos depósitos de 2 mil à la Queiroz / Flávio).

8.Campanha nacional de prevenção ao suicídio. Programar ações de conscientização.
Ação. O porte de armas, já aprovado, será um avanço nesse sentido. Ao invés de recorrer a armas brancas o suicida poderá utilizar armas de qualquer cor, o que, já será um passo do Governo contra a discriminação racial.  

9.Educação Domiciliar. Regulamentar o direito à Educação Domiciliar.
Ação. Programas da tevê serão regulamentados como educação domiciliar. A educação sexual, por exemplo, será reconhecida, através da audiência a programas como o  BBBrasil. Teoria e prática.

10.Bolsa-Atleta. Modernizar o programa para maior estímulo.
Ação. Identificar e aproveitar o potencial de jovens atletas, que se destacam em corridas. Serão reconhecidos e terão direito a bolsa aqueles que já batem recordes no dia a dia das ruas,  ou correndo para assaltar alguém ou fugindo dos ladrões.

Etc.
José Ewerton Neto é autor de O ABC bem humorado de São Luis


domingo, 27 de janeiro de 2019

O PRIMEIRO HOMEM-CELULAR




Acreditem o homem-celular, ou o celular-homem (porque é mais celular do que homem) chegou mais cedo do que se esperava. E no Brasil.
Um detento, após uma saidinha de 7 dias, ao retornar à cela na Colônia Agrícola Penal de Florianópolis foi flagrado por um scanner corporal com 10 celulares e 52 objetos no estômago. Entre os 52 objetos estranhos havia cabos USB, chips etc. e ainda sobrou para isqueiro e drogas. Diante de tanto objeto bizarro encontrado no estômago do rapaz de 24 anos a atendente  se confessou surpresa por haver encontrado, do lado de fora do estômago, um prosaico umbigo.
Pode-se dizer que algo nesses moldes já era esperado pela comunidade científica, eis que o homem-celular foi anunciado há algum tempo pelos especialistas como um produto inevitável da evolução da    AI (inteligência artificial). O comportamento da sociedade nas filas, nas missas, nos casamentos, nos auditórios e no consultório médico (os médicos, bem mais que os pacientes) já apontava para isso. O que espantou foi o inusitado fato de o primeiro objeto dessa mutação ter se apresentado como uma loja ambulante. Independente da intenção real isso demonstra, segundo os psicanalistas, um anseio da população para se transformar em máquina, inclusive engolindo celulares para acelerar esse processo.
O fato é que, após a cirurgia, o nosso homem (talvez ainda possamos chama-lo assim) foi entrevistado e passa bem, mas ao preencher a ficha surpreendeu a atendente demonstrando aquilo que ela imaginou, a princípio, como sendo alguma perturbação mental.








- Está se sentindo bem?
- Sim
- Alguma necessidade imediata.
- De carga. Estou descarregado.
- Como? Não entendi.
- Por favor, me conecte logo.
- Hum! Há algo errado aqui.  Ainda se lembra do seu nome?
- Nome? O que é isso? Procure o meu código.
- Por favor, senhor, lembre o nome de seu pai então.
- Pergunte para a operadora.
- Idade?
- Veja o prazo de garantia.
- Família?
- Androide.
Diante do estado do homem a atendente convocou a assistente social e, daí, os psicólogos, que optaram por diagnosticar uma possível contaminação cerebral a partir dos celulares depositados por tanto tempo no estômago. Como a ficha precisava ser encerrada a atendente pediu a ajuda da assistente social para encerrá-la.
- Senhor, seja objetivo e tente se concentrar. O senhor tem consciência de que não é mais um ser humano  e está agindo como um celular?
- Não faço ideia, mas  isso não interessa. Estou com fome.
- Claro, iremos providenciar. Que prefere? Temos sopa de feijão e batata fritas com suco de laranja.
- Não quero isso. Por favor, se não trouxerem de volta pelo menos dois  celulares ao meu estômago morrerei de fome.  
                                                           ewerton.neto@hotmail.com

José Ewerton Neto é autor de O ofício de matar suicidas





domingo, 20 de janeiro de 2019

ME AJUDE, AUTOAJUDA!







Ainda que os livros de autoajuda não precisem de ajuda (vendem pra burro!) eis os mais requisitados recentemente.

1.O Obstáculo é o Caminho. Ryan Holliday
Caminho é uma palavra useira e vezeira em livros de autoajuda. O caminho de Santiago, por exemplo, é citado pelo menos uma vez em todo livro de Paulo Coelho e quinze vezes a cada meia hora de entrevista sua. Tanta recorrência a “caminho”, deve vir da eterna procura da felicidade, cuja frase mais emblemática é “Não existe caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho”, que, embora definitiva não  convence  ninguém. Tanto assim que a maioria anda busca a felicidade como se esta fosse um artigo de ocasião, encontrável na prateleira de uma loja.
Só o que faltava era o Ryan Holliday descobrir que o obstáculo, esse sim, é o caminho, significando que se você está atrás de felicidade o melhor é sair correndo  atrás de um obstáculo como se já não bastassem, na vida, os engarrafamentos de trânsito e a falta de lugares para estacionar.
Bons tempos aqueles em que a palavra ‘caminho’ frequentava poemas de Drummond ao invés de páginas de autoajuda. Naquele tempo, como dizia o poeta, havia uma pedra no meio do caminho. Qualquer dia vai aparecer um especialista em autoajuda capaz de descobrir que, ao contrário,  ha um caminho no meio de uma  pedra.

2.Quem me roubou de mim. Padre Fábio Mello
Este livro, que vende horrores, deve ter alguma razão para tanto sucesso. A julgar pelo título deve ser porque o autor descobriu, finalmente, porque no Brasil todo mundo rouba - a ponto da própria pessoa se roubar. Finda a leitura aprende-se que neste país se rouba tanto que todos devem desconfiar de si próprios. Mesmo sendo padre.

3. Porque fazemos o que fazemos. Mário Sérgio Cortella
Mário Cortella, recordista brasileiro de palestras de autoajuda sabe perfeitamente o que faz. Suas palestras geram uma infinidade de livros onde os temas e os assuntos são os mesmos das palestras,  sem tirar nem as vírgulas e os pigarros. O autor só não explica o “porque o faz” já que, assim, teria de dizer que age dessa forma pra se encher de grana, o que é bastante aceitável, mas é politicamente incorreto que se diga.
Pois se Mário faz o que faz,  mas esconde o porquê,  como acreditar que ele possa ensinar a alguém porque os outros fazem o que fazem;   como Gilmar Mendes, por exemplo? Se nem Freud ou a  Lava-Jato explicam, que dirá o Sérgio Cortella...

4. Os segredos do homem mais rico do mundo. Steven Scott
Dá para acreditar que os homens mais ricos do mundo compartilharam mesmo, com o autor, os segredos de como ficaram milionários? Claro que não. Parece evidente que se os caras são os mais ricos é porque nunca contaram seus segredos a ninguém. Ou não?

5. Deus o ama do jeito que você é. Bremann Manning
Tem certeza, Bremann? Por favor, não nos imponha isso.  Deus em sua infinita bondade, claro, deve amar muita gente, mas não precisava exagerar no público alvo.
Como acreditar que Deus possa amar Nicólas Maduro, por exemplo,  do jeito que ele é? Calma, Brennan, Deus nos livre se isso for verdade!
6. Não espere pelo epitáfio. Mário Sérgio Cortella.
O insinuante Cortella ataca de novo. Ora, você sabe muito bem Cortella, que ninguém espera pelo Epitáfio. O epitáfio é que espera pela gente, infelizmente. Concorda?


José Ewerton Neto é autor de O ABC bem humorado de São Luis 



                                                                       ewerton.neto@hotmail.com  

domingo, 13 de janeiro de 2019

CADA 5 PALAVRAS UM GRANDE FILME






Semana passada, eis que descobri, por acaso, perdido em meio as ofertas de um prateleira de livros o título 99 filmes clássicos para apressadinhos de Thomas Wengelevski , concebido com o propósito de resumir filmaços com uma dose de humor adicional já que, direcionado para a juventude.  Levei o livro  para casa com dois propósitos. Primeiro para esmiuçar as tais mini versões de filmes que já havia assistido e, segundo, para enriquecer a minha interpretação de alguns filmes que, mesmo sendo clássicos, ficaram em minha mente com algum resquício de incompletude.
Como, por exemplo, Cidadão Kane que havia visto na tenra idade, sempre apresentado como um dos maiores filmes de todos os tempos e que, na época,  não me convenceu disso. Devo dizer que, em geral, o resultado, embora irregular pareceu-me satisfatório. Seguem algumas simpáticas versões.

Cidadão Kane.
Um repórter investiga a palavra que Charles Foster falou em seu leito de morte. Rosebud. Kane era podre de rico,  mas sentia falta de algo.
Sim, a tal coisa que faltava era felicidade. Mas, pô, um cara com aquela grana podia ter tudo. E quem não seria feliz na mansão Xanadu? Acontece que Rosebud era o trenó de Hearst, digo Kane.
É o cara tem dinheiro pra tudo e sente falta de um trenó!  Sei...

Alien, o Oitavo Passageiro. 
Esse filme é sobre penetras. A nave  Nostromos pega, por engano, uma carona alienígena. A  tenente Ripley fica pensando: Como dizer ao carona que ele não é bem vindo?
O pior é que o alienígena vai se infiltrando, penetrando nas pessoas e quando sai deles sai matando. E o pior é que o danado nem levou vinho pra espaçonave. Ripley se cansa de bancar a anfitriã e sai da festa numa nave auxiliar. O Alien não se manca e vai atrás dela,  que tem de bota-lo pra fora. E ele não diz nem um obrigado. Que convidado ingrato!

O Poderoso Chefão
Lição 1. Mate o cavalo do seu inimigo.
Lição 2. Mate o chefe de polícia corrupto.
Lição 3. Mate todos os seus inimigos durante o batizado do seu sobrinho.

Dona Flor e seus dois Maridos.






Dona Flor é bonita e gostosa, mas acaba se apaixonando por um cafajeste bom de cama que faz dela gato e sapato, principalmente no carnaval, porque sai vestido de mulher com os sapatos dela.
O cara gosta tanto de carnaval que resolve se mandar pro  inferno porque lá o que não vai lhe faltar é cafajestada e putaria. Para isso morre na quarta feira de cinzas.
Virando espírito volta pra atazanar a vida do novo marido de Flor colocando-lhe um belo par de chifres. Flor fica feliz da vida porque agora pode transar de verdade com um espírito e ao mesmo tempo com seu marido, sem precisar fingir o orgasmo.
Obs. Este  ultimo resumo foi uma inspiração de um  arroubo deste cronista porque não havia filme brasileiro na lista e a onda agora é ‘pátria amada , Brasil’.  Que tal?


José Ewerton Neto é autor de O ABC bem humorado de São Luis