domingo, 22 de abril de 2018

REENCARNAÇÕES COMPROVADAS DE BRASILEIROS ILUSTRES






Tem gente que não acredita em reencarnação. Deveria acreditar já que, ao fim de tudo, não passamos a cada instante de reencarnações de nós mesmos na base do “nada do que foi será de novo do jeito que já foi um dia”. As várias reencarnações de autoridades brasileiras se auto  comprovam.

            GILMAR MENDES. Nascido em Portugal foi empregado como carcereiro durante a Guerra Civil Espanhola. Enriqueceu recebendo propina para soltar presos endinheirados, até que foi descoberto pela tropa do generalíssimo Franco. Muito articulado, conseguiu se safar sendo substituído no pelotão de fuzilamento por outro prisioneiro. Após sua morte, acreditando na recuperação de sua alma, Deus o fez ser reencarnado no Brasil para se tornar um especialista em Direito. De fato, se tornou especialista, só não perdeu o hábito de soltar presos visando vantagens.

            DILMA ROUSSEF. Oriunda da Europa Oriental  nos anos 30 refugiou-se na França com o nome de Régine. Após desistir de arrumar marido (devido sua aparência) sobreviveu vendendo marmitas aos soldados durante a segunda guerra até que descobriu que teria mais lucros fornecendo prostitutas, ao invés. Tornou-se a dona de um cabaré muito famoso com o  nome de Madame R. Ao fim da guerra foi condenada ao fuzilamento, mas como ninguém entendia o que ela falava julgavam que fosse louca, vindo a falecer no sanatório.
            Reencarnou como guerrilheira no Brasil porque Deus acreditou que nessa função poderia se regenerar ou,  pelo menos,  recuperar sua fala ininteligível. Como todos sabem Dilma Roussef acabou virando presidente da República para estranhamento divino.







            MICHEL TEMER. Foi um bruxo de segunda categoria durante a Idade Média, ou seja, daqueles que ganhavam a vida denunciando mulheres como feiticeiras para que estas morressem na fogueira e eles ganhassem prestígio.  Praticava falsa  alquimia e, com uma aparência entre vampiro e Satanás  andava de um lado para o outro com uma mala onde carregava poções e dinheiro vivo. Denunciado, fugiu para o Brasil  onde veio a falecer .
            Depois de ter passado alguns anos no inferno Deus compadeceu-se dele e resolveu dar-lhe uma chance. Como todos sabem também se tornou presidente e continuou se associando a mala de dinheiro e a promessas enganadoras.









            LULA. No início do século  passado Lula não era um ser humano mas um sapo rabugento que coaxava o tempo todo, reclamando de tudo, doando-se ares de líder da saparia na lagoa. Com pena dos demais sapos Deus resolveu dar-lhe um castigo: “Nada de moleza. Serás um ser humano , trabalharás duro como operário e terás um dedo cortado.” Dito e feito. Lula se fez operário em São Paulo e teve o dedo decepado. Sua origem de batráquio não passou despercebida a Leonel Brizola que o chamou de sapo barbudo. Por incrível que pareça o talento de reclamar de tudo e de todos levou-o também à presidência,
            Depois do fracasso de  tantas reencarnações Deus está tomando a decisão de proibi-las no Brasil porque por aqui tudo sai ao contrário e as almas pioram. Já existe, inclusive, uma corrente de conselheiros no céu que, desiludidos estão pensando na solução extrema de reencarnar o próprio país  em outro lugar. É difícil, mas como Deus tudo pode, quem sabe...


José Ewerton Neto é autor de O ABC bem humorado de São Luis 




                                                                                  ewerton.neto@hotmail.com

domingo, 15 de abril de 2018

O HOMEM DAS SETE VIDAS



artigo publicado no jornal O estado do Maranhão

Recebi de presente do confrade Benedito Buzar o livro As Sete Vidas de Nelson Motta. Possuidor de multifacetado talento, o  jornalista, compositor, escritor, empresário e apresentador de tevê  traça, nesta espécie de autobiografia comentada, um rico painel da vida cultural brasileira onde pontuam personalidades marcantes da vida artística e intelectual - nacional e internacional - de Paulo Francis a Rolling Stones. Alguns momentos do prazeroso livro:

Sobre Rolling Stones
(...) Sem que ninguém soubesse Mike Jagger esteve no Rio na casa de Fernando Sabino. Edu Lobo e Luiz Eça foram também convidados por Fernando para mostrar um pouco de música brasileira para o agitado Mike que, no entanto, não mostrou interesse por música de qualquer tipo e preferiu falar o tempo inteiro sobre filosofias indianas, LSD e outras “descobertas do espírito”.

Sobre Elis Regina
(...) Sem ser uma comediante ela consegue ser engraçada, sem ser bailarina consegue dançar bem, sem ser americana canta muito bem em inglês, sem ser da jovem guarda interpreta muito bem Roberto Carlos. Por ser uma extraordinária cantora e uma rara personalidade artística, ela  consegue fazer tudo isso com talento ao longo de duas horas de show.”

Sobre Lampião e a moda Hippie
(...) Lampião  o rei de cangaço, se não foi um hippie na filosofia de vida o era na moda. Cabelo grande? Basta olhar as fotos onde qualquer Mike Jagger seria considerado um Yul Brinner diante de sua cabeleira lampiônica. John Lennon foi um beatle plagiário ao copiar sua moda de óculos redondos de aro bem fininho, que o cangaceiro usava não porque precisava deles, mas porque achava bonito.







Sobre Clarice Lispector. Obs (Durante a  célebre passeata dos cem mil)
(..) Eu me sentara ao lado de Vinícius de Moraes com sua clássica camisa preta de banlon e não tirava os olhos de Clarice Lispector. A escritora era uma mulher alta, alva e belíssima. Vestida com discreta elegância e sentada no asfalto quente, gritava slogans e se desmanchava em elogios calorosos ao charme de Chico Buarque que não estava à vista.

Sobre Raul Seixas
(...) Por meio de rock e baladas, xaxados e baiões, Raul vai passando a sua visão do mundo, à qual não faltam humor e irreverência, por mais duros que estejam os tempos. São raros os autores musicais que tenham fustigado tanto e tão ferozmente o establishment, como Raul, à sua maneira – uma maneira muito brasileira  de criticar o que incomoda, restringe e aprisiona.

Sobre cocaína
(...) “Está nevando no Rio de Janeiro”. A frase era ouvida com frequência entre gargalhadas e intenso júbilo nas noites cariocas do início dos anos 80. Como uma neve química a cocaína se espalhava pela cidade, não só entre artistas, festeiros e criaturas da madrugada, mas seduzindo políticos, médicos, grã-finos e donas de casa, todo mundo estava caindo de nariz no pó branco que dava instantânea sensação de poder e alegria. Irresponsáveis dirigiam enlouquecidos pela cidade. Homens que cheiravam muito ficavam loucos de tesão, mas completamente brochas.
Depois de 5 anos de dependência decidi parar e me mudei para Roma. Dependeria mais de mim do que dos outros me livrar do que, 30 anos depois, Paulo Coelho, que na época cheirava como um tamanduá  e apresentou a cocaína a Raul Seixas,  chamaria de “ droga do demônio”.
Etc.etc.


José Ewerton Neto é autor de O entrevistador de lendas






                                                                                              ewerton.neto@hotmail.com

domingo, 8 de abril de 2018

NO MEIO VOCÊ COLOCA UMA IDÉIA




DE ONDE VIEMOS? PARA ONDE VAMOS?


            A pergunta acima, básica e inquietante para qualquer ser humano minimamente preocupado com o sentido de sua própria existência, nomeou uma conhecida obra-prima da pintura, no caso um trabalho do artista francês Paul Gauguin.
            O que ninguém esperava é que viesse a se tornar o tema principal de um romance de proposta  intrigante, que se tornou  best-seller, no caso o policial ORIGEM de Dan Brown. Classificando-o como policial (e ele o é, sem dúvida, porque encerra crime, investigação, intriga e mistério) desta vez o objeto de desejo não é um falcão maltês, como no famoso noir de  Dashiel Hammet,  nem fortunas em jogo, como na maioria dos enredos do gênero, mas a solução dessa pergunta.
             A curiosidade em resolver essa equação – a maior e mais indecifrável desde o advento do homo sapiens – é o mote que conduz o leitor página após página em sua ‘ pra lá de original’ caça ao tesouro. Pois  que tesouro pode ser maior que o  conhecimento , e que maior mistério existe do que aquele que busca solucionar a si mesmo (no caso, a humanidade) ?








            Dan Brown, o autor não se perde em piruetas de estilo ao gosto de alguns críticos literários.  Seu plano de narrativa é oferecer uma trama,  que soa às vezes implausível,  mas que carrega o fascínio da perseguição às grandes descobertas. De quebra,  oferece informações e conhecimentos básicos, mas atualizados,  de física e da Teoria da Evolução que compõem um enriquecedor contraponto ao desenrolar do enredo, onde com frequência pontua o eterno embate Ciência x Religião. Aqui e ali, o autor evidencia nas entrelinhas, a sua simpatia pela vitória da primeira, mas de cujo veredito  sabiamente se esquiva com falas redentoras e quase definitivas como a de um de seus personagens, um cientista: “Quando testemunho a precisão da matemática, a confiabilidade da física e as simetrias do cosmos, não me sinto observando a ciência fria . Sinto que estou vendo uma pegada...A sombra de uma força maior que está fora de nosso alcance”.   
            Enquanto a narrativa se encaminha para o final apoteótico  (a exposição para todo o planeta do conhecimento adquirido por um gênio da ciência ) um verdadeiro tour de force acontece com a sina dos protagonistas, na realidade meros figurantes do personagem principal que é essa grande questão universal.
            Diria que caso o leitor, como eu, seja seduzido mais pela  curiosidade em relação à resposta que pelo enredo em si,   a solução final é apenas parcialmente compensadora. O “De onde viemos” embora fundamentado numa original e revolucionária teoria científica, carece de maior embasamento justamente por ter surgido de ousados estudos científicos, carecendo-lhe rigor e comprovação. Já o “Para onde vamos” anunciado com estardalhaço como estarrecedor, não chega a esse nível de tensão para quem acabou de ler livros sobre o tema como os recentes livros de Yuval Harari  e, portanto, já concebera  algo nesse rumo em termos de previsões.
            Lembro  um grande autor que,  em palestra para estudantes, instado a explicar o que era necessário para escrever um romance respondeu que essa tarefa era simples: “Ponha no começo uma letra maiúscula e no final um ponto. No meio você coloca uma boa  ideia.”  Foi o que fez Dan Brown com imaginação e talento.


José Ewerton Neto é autor de O entrevistador de lendas






                                                                                              ewerton.neto@hotmail.com







terça-feira, 3 de abril de 2018

CERVEJA PRA TI ( e PARA TODOS)










O QUE VOCÊ NÃO SABE SOBRE CERVEJA

artigo publicado no jornal O estado do Maranhão,

Jose Ewerton Neto, autor de O entrevistador de lendas



Festejos de fim de ano, alegria, confraternização  e...Cerveja. O espírito de renovação (pelo menos aquela parte que precisa de ilusão) não vai pra frente sem ela: a cerveja. Nada como conhecer um pouco mais dessa dita cuja.

            1.Zitologia É o estudo da cerveja e de sua fabricação. Inclusive o papel de certos ingredientes no processo de fermentação.
            Como seria bom se certos membros do Congresso especializados em Corruptologia (a ponto de inventarem emendas na calada da noite para se protegerem da Justiça!)  fossem,   ao invés disso, especializados em Zitologia!

            O Brasil ao invés de ser o Campeão Mundial da Corrupção seria campeão mundial  em Felicidade Interna Bruta - índice que mede a felicidade de um povo.



                                             




            2.As receitas mais antigas escritas pelo homem sobre a cerveja foram escritas em taboas de pedra há mais de 5 mil anos Em forma de canções.
            “Ou seja,  já nessa época, depois de alguns goles dava vontade de sair cantando”.

            3.Os primeiros cervejeiros profissionais eram todas mulheres.
            “E, pelo andar da carruagem, considerando o aumento exponencial  das praticantes,  as últimas também serão”.

            4.O lúpulo usado na cerveja é da mesma família de plantas que o da maconha.
            “A cerveja tem esse  poder. Deixa tudo em família” .

            5.O primeiro acidente de trânsito causado pelo álcool foi em 2000 a.c. Um cocheiro foi preso apos atropelar uma estátua da deusa Hator no Egito antigo . Ele foi crucificado na porta da taverna que lhe vendeu a cerveja e lá ficou até se decompor.
            “Bons tempos esses em que os condutores bêbados  derrubavam estátuas! A evolução da espécie humana a partir daí só contribuiu para diminuir o status dos pinguços condutores já que, hoje em dia, ao invés de estátuas de deusas, derrubam postes. Pelo menos quanto às consequências a evolução foi positiva, já que ninguém é crucificado. Quando muito se vai para a cadeia, mas, ainda assim,  só se for pobre”.

            6.A revolução agrícola começou porque as pessoas precisavam fabricar mais cerveja Isso levou a invenções do arado e sistemas de irrigação.
            “A célebre frase de Arquimedes: Dê-me uma alavanca e eu mudarei o mundo!, não passa, portanto, de imitação de uma frase proferida por algum pinguço anônimo da época: Dê-me um copo de cerveja e eu mudarei o mundo”.

            7.A cervejaria funcional mais antiga do mundo é de 1040 e fica perto de Munique na Alemanha. Chama-se Bayerische Staatsbrauerie Wheihenstephan.
            “Muito interessante, caro leitor. Decore essa informação para fazer  enorme sucesso na mesa de bar. Só não tente pronunciar o nome da cervejaria depois de bêbado. Você vai se engasgar e...”

            8.Uma das leis mais antigas do mundo era associada a cerveja. O rei Hummurabi, da Babilônia,  decretou que todo mundo deveria beber uma quantidade diária de cerveja determinada pelo seu estatus social. Ele também condenou mulheres, que serviam cerveja estragada, à morte por afogamento.



                                               





            “Deu pra entender porque só  as mulheres eram condenadas? A morte devia ser por afogamento na própria cerveja e, neste caso, marmanjos pouco se importavam em morrer afogados, muito pelo contrário.”

            9.Cenosilicafobia é o medo dos copos vazios de cerveja.
            “Eu já desconfiava de que metade dos meus amigos de mesa de bar sofria desse mal. Só não sabia que se chamava assim”.


                                                                                              ewerton.neto@hotmail.com

sábado, 31 de março de 2018

AUTOAJUDA =, BAIXA AJUDA





Fico imaginando o que os grandes homens do passado: Jesus Cristo, Shakespeare, Galileu, Da Vinci, Napoleão Bonaparte achariam da avalanche de livros de autoajuda que assolam as livrarias com  seus títulos supostamente convidativos. Tenho a impressão de que sentiriam a mesma ira de Cristo ( ele também tinha raiva, senhores e nem sempre perdoava!) ao expulsar com chicote os vendilhões do templo. Napoleão Bonaparte, por sua vez, talvez colocasse de quarentena o soldado que aparecesse com um livro desses, para não afetar a moral da tropa.
                        Eis um resumo dos mais badalados livros de ajuda,  e o que eles propõem,  para você pensar um pouco antes da compra. Sabendo de antemão de que se conselho fosse bom ninguém dava,  vendia, o que não significa que um conselho seja bom só porque se compra.   








1.Como Fazer amigos e Influenciar Pessoas. Dale Carnegie.
            Se você carece tanto assim de muitos amigos, antes de iniciar sua leitura lembre-se da frase “ Deus me proteja de meus amigos que dos meus inimigos cuido eu.” Talvez ela encerre mais sabedoria que toda lenga-lenga que você vai ler .             Por outro lado,  se seu negócio é influenciar pessoas amigas e inimigas esqueça definitivamente a primeira parte que trata da amizade. Se você tem a intenção de influenciar alguém, bom amigo você não é.

2.Porque Fazemos o que Fazemos. Mário Sérgio Cortella.
            Não vá nessa conversa. Faz uma eternidade que isso pouco importa.  Se Deus  fez o Universo e até hoje não disse porque o fez, nem para quê, (talvez porque nem ele mesmo saiba) por que você (ou alguém ) há de querer saber porque você, o Pablo Vittar,  ou o King-Jong-Un fazem o que fazem?

3.Os Segredos da Mente Milionária. T. Harv Eker
            E que disse que isso tem segredo? No Brasil, particularmente, todo mundo sabe como funciona: se você nasceu pobre e for assediado com propina, ensine sua mente a aceitar. Se você for rico  e tem dinheiro suficiente para comprar a mente de alguém, mande ver. Se você não for uma coisa nem outra, entre num partido político e espere passar a mala de dinheiro. Mais dia, menos dia sua mente milionária estará prontinha!
4.Quem Pensa Enriquece, Napoleon Hill
            Conversa fiada!  Quem não se lembra dos tantos gênios pensadores, Kafka, Van Gogh etc. que morreram pobres? Por outro lado, a vida moderna está cheia de gente que jamais gastou um milionésimo de segundo de sua vida para pensar e está podre de rico: Neymar, Faustão, Dilma Roussef etc.

5.Ansiedade. Como Enfrentar o Mal do Século. Augusto Cury
            Quem disse que a ansiedade é o mal do século? De onde veio esse pódio, conferido, injustamente, à pobre da ansiedade? (Um  sentimento tão nobre e salutar que quando se torce pro nosso time,  vira desculpa pra lá de vantajosa pra se poder enfiar as mágoas num copo de cerveja se o time ganhar ou se perder).  
            O mal do século, no Brasil, certamente está entre a música sertaneja e as duplas que as cantam.

6. A Arte de Fazer e Acontecer, David Allen
            Não perca seu tempo. Essa arte é simples e pode ser resumida em poucas palavras: se você está dormindo e, mesmo assim, está acontecendo, claro que  você está sonhando. Se você está acordado (neste país) e, de repente,  parou de acontecer das duas uma: ou o trânsito está engarrafado ou você acabou de morrer de bala perdida.
            E assim por diante...

            José Ewerton Neto é autor de  A lenda do entrevistador de lendas



 .


LENDA DA CAVALA CANGA


quinta-feira, 29 de março de 2018

TRUMPIADAS :



NOTÍCIA E FRASE DO DIA 

Atriz pornô Stephanie Clifford vulgo Daniele Storm ( furacão) dá entrevista ao programa
60 minutes e diz que transou com Trump sem camisinha e que lhe aplicava
palmadas na bunda com revistas.  ( Fôlha de SP)

Comentário de Juca:



" Essa variação sexual um tanto inusitada , deve virar moda rapidamente no mundo. Como a o festival de palmadas eróticas em Trump não deve ter sido aplicado com revistinhas de palavras cruzadas os editores da revista Caras já estão providenciando o aumento da tiragem da revista CARAS:
Explicação : TAMANHO E EFICÁCIA! O  slogan publicitário já está escolhido:

FAÇA COMO TRUMP: NADA COMO UMA CARAS NA BUNDA. ou
(se você gostar de ler) 
NADA COMO UMA CARAS EM FRENTE A CARA E OUTRA NA BUNDA 




domingo, 25 de março de 2018

O MAIS BELO TÍTULO DE UM LIVRO




artigo publicado no jornal O estado do Maranhão

21 LIVROS QUE VOCÊ COMPRARIA SÓ PELO TÍTULO. Quais seriam?
            Estava outro dia à procura de  um livro no site da Estante Virtual quando deparei , no mural , com esta chamada intrigante. Convite irrecusável. Sempre fui fascinado pelo tema: a questão da nomeação de pessoas, de coisas e de obras de arte, especialmente, de livros. Sempre encarei essa escolha como um tirocínio adicional ao da escrita.

            Pois, então, lá estavam os títulos da lista: A culpa é das estrelas;  A sombra do vento; Zen e a arte de manutenção da motocicleta, uma parcela facilmente classificável como esteticamente inspirada  a partir de uma bela associação de palavras. Os demais, logo vi, foram escolhidos pela curiosidade que despertam,  à reboque  de um impactante chamamento. De fato, como não ficar curioso diante de títulos como  Dom Casmurro e os discos voadores?  Os Simpsons e a Filosofia ou  O manifesto do nada na terra do Nunca ( do cantor Lobão) ? Estes claramente evidenciando que se os títulos  não eram necessariamente belos, eram capazes, porém,  de despertar o interesse do leitor para uma potencial aquisição. O que é uma legítima e natural aspiração de todo livreiro, e  - por quê  não? – de todo autor. 









            Configurando-se assim na cena da compra, o objetivo de acertar o alvo e atingir esse algo misterioso que existe entre o leitor e o título do livro e cuja resolução e atingimento vão  além do que sonha a vã inteligência humana (com a permissão de Shakespeare) mas, cujo resultado, independe da proposta e, até,  da sedução inicial.
            Pois, como todo mundo sabe,  um bom título não é condição sine qua non para o sucesso e a consagração de um livro, tanto é assim que a grande maioria dos clássicos, que se tornaram cânones , possuem títulos convencionais, muitos relacionados prosaicamente ao nome de seus personagens: Don Quixote, Madame Bovary, os irmãos Karamazov , Tom Jones, Ana Karenina, Romeu e Julieta. Estes  se tornaram maravilhosos a partir do que surgiu com a primeira página.
            No entanto, quando se conjugam um título magnifico e uma escrita  genial penso que se alcança um degrau acima na escala do êxtase, enfim uma sensação de completude que perdura de uma forma especial, nem que seja na mera pronúncia do título referido - na musicalidade do efeito poético alcançado . Esse mergulho no inefável acontece todas as vezes que nos referimos, por  exemplo a O morro dos ventos uivantes ( um achado precioso da tradução pois o original é quase intraduzível)  e  Em busca do Tempo Perdido, dois clássicos que atingem a quintessência em termos de conteúdo e título.






            Outros, não necessariamente clássicos,  mas presentes em todas as listas, são A insustentável leveza do Ser, A hora da estrela, O coração é um caçador Solitário , Olhai os lírios do campo  e (pelo menos na minha) títulos menos consagrados como O amor e outros objetos pontiagudos de Marçal Aquino, que, aliás nem li ainda.  
            Mas qual seria mesmo o mais belo dos títulos? Por comodismo sugiro ficar, só hoje, com As vantagens de ser invisível, sem dúvida um bom título de um best-seller recente. Claro, está longe de ser uma solução  mas pelo menos sugere que o essencial de um belo título estaria forçosamente  por trás da invisibilidade proposta e sua arte. Pois o essencial, como diria outro, é invisível para os olhos.
                                                                                  ewerton.neto@hotmail.com


José Ewerton Neto é autor de O entrevistador de lendas

#titulo#bonito





quarta-feira, 21 de março de 2018

A INCRÍVEL HISTÓRIA DA PRIMEIRA XÍCARA DE CHÁ




Admitindo que Deus nunca tenha ficado doente a ponto de ter pedido aos anjos uma xícara de chá para  aguentar o tédio da eternidade,  tudo começou –pelo menos para o ser humano – em 2737 a.c.
            Aconteceu que o imperador  chinês Shen Nung pediu ao servo um copo de água fervida e nele caíram folhas de cammellia sinensis ( o popular chá branco).








 O imperador bebeu e gostou e, assim, 3 coisas aconteceram: um servo se livrou de levar chicotadas, um imperador ficou para a história e, a mais importante:  nasceu uma das mais saborosas bebidas que se conhece.

            1.Nem precisou decreto imperial para que a população chinesa logo o imitasse. O gosto da folha fervida na água era tão bom que seu sabor, depois  de ultrapassar as fronteiras da barriga de Shen Nung, chegou, de xícara em xícara,  por volta de 805 ao Japão onde começou a ser cultivado. A bebida virou cerimônia religiosa: uma forma de encontrar a paz.

            2. Séculos depois, em 1662, a portuguesa Catarina de Bragança, casada com o rei Carlos 2º da Inglaterra, trouxe chá de Portugal e ensinou a corte a prepara-lo, popularizando o chá no Reino Unido. Com isso mostrou que enquanto os portugueses gozavam os muitos prazeres  que encontravam no Brasil ( as frutas, as índias e etc.), suas prendadas esposas cultuavam outras delícias.

            3.Em 1773 os norte americanos se revoltaram com as taxas de chá impostas pelo Reino Unido. Vendo que estava ficando caro demais se aliviarem  das intempéries com o chá que chegava da Corte, jogaram no mar todo o estoque que havia sido embarcado. Se o mar não estava pra peixe, quanto mais para chá!  Americanos e ingleses partiram para a guerra começando a revolução que culminou na Independência dos USA. Demonstrou-se, assim, que “se existe uma casca de banana por trás de toda grande tragédia” deve existir, também, “uma xícara de chá por trás de toda Independência”.

            4.Tanto assim que, no Brasil,  assim que as primeiras mudas de Cammellia Sinensis chegaram ao Jardim Botânico em 1812 logo depois,  em 1822 , o Brasil se tornou independente de Portugal, comprovando a Teoria. ( Parece que o  príncipe D. Pedro I, ao contornar o Ipiranga, berrou de dor por causa de uma puta  dor de barriga, provavelmente, por não ter tomado o seu chá. Como se sabe,  isso foi confundido com um grito de Independência, para o bem de todos).








            5.Por essa época, em 1820 a duquesa Ana de Bedford começou a tomar chá sempre às cinco da tarde fazendo  com que o hábito virasse moda no Reino Unido e perdurasse até hoje, sendo, reconhecidamente, a moda mais duradoura desse país. A segunda é a dos Beatles.

            6.Até que  em 1904 nos EUA começou-se a vender o chá em saquinhos de musselina fazendo com que  os infusores fossem aposentados. Logo se inventou o chá gelado fazendo com que hoje se degluta chá de todos os tipos e todas as maneiras, inclusive o suchá, mistura de chá com suco,  sendo uma de suas últimas versões o  suchá de Açaí - egresso do Pará!          
            Lamenta-se, por fim,  que o brasileiro não faça uso, como deveria, do chá, o que o tornaria mais cordial.  Ninguém duvida que no próximo encontro de Trump e King-Jong-Un não faltará chá. Todos torcendo para que, finalmente, se dê uma colher de chá para a Paz.  
                                                                       ewerton.neto@hotmail.com


José Ewerton Neto é autor de O ABC bem humorado de São Luis




quarta-feira, 14 de março de 2018

A GEOMETRIA DAS MULHERES








A MULHER CÔNICA


MULHER cuja altura dela foge
Toda vez que em círculos de prazer
                                                     se deita
a acariciar às escondidas
o mais profundo poço de si mesma

Altura que dela foge e, de repente
às ribaltas, aos voos, às asas
quase lhe leva junto
num momento de ternura e rosas

Porém, ao bater com a cabeça no céu
sua altura para num ponto, uma cruz
Mas não ela, que pacientemente faz
do novelo desse sonho, seu capuz.












A MULHER ESFÉRICA
é um coração que vibra
em todas as direções
como um pião girando


em torno do próprio espanto
longe de seu lugar e hora.
Como um ponteiro que
descompassado cai da abóbada
                                    do tempo


é logo capturada pela dança
da ilusão e do sonho...
E roda ribanceira abaixo ou acima
ao sabor dos impulsos de amor e dor.





Do livro Cidade Aritmética,
edições FUNC, 1996

domingo, 11 de março de 2018

O OSCAR 2018 FOI GANHO PELO BRASIL





Domingo último, a festa de premiação do Oscar 2018 empolgou milhões  em vários cantos do mundo. Poucos brasileiros , no entanto , se deram conta que por aqui também se consagravam os vencedores do  Oscar Brasileiro.
            O mesmo talento, a mesma dramaticidade dos enredos, a mesma  extraordinária semelhança dos títulos, a ponto de não se saber quem inspirou quem e vice-versa:

1.Melhor Filme: A forma da Água
            Versão Nacional: A forma da água (do Lava-Jato).
            Ao contrário da fita americana que aviva o amor da relação de uma mulher com uma criatura da água, a versão brasileira é uma estória de repulsa à imundície que sai da água utilizada, no lava- jato, para limpar nossa  Nação. Não poderia ser outra a reação dos espectadores senão de asco diante das formas que emergem dessa água imunda: Michel Temer, Lula, Eike Batista, Geddel, Sérgio Cabral, Aécio Neves etc. Um horror!

2.Melhor Atriz: Frances McDormand, do filme   3 anúncios para um Crime.
            Versão Nacional: 3 anúncios para mais um crime, com a   atriz Gleisi Hoffman, presidente do PT.
            A versão nacional aconteceu quando a atriz Gleisi Hoffman anunciou:  “Caso Lula seja preso, represálias irão acontecer em todo o país”. Ou seja, considerando a ameaça da deputada de que não sobraria  pedra sobre pedra em meio a  choro e ranger de dentes, é  fácil concluir que os 3 anúncios para o seu crime foram choro, ranger de dentes e pedra. Nada mais justo que a raivosa fizesse jus  ao prêmio.







3.Melhor Roteiro Adaptado: Me chame pelo seu nome.
            Versão Nacional: Não me chame pelo meu nome.
            Este roteiro foi adaptado por  Gilmar Mendes. A versão brasileira focada nos episódios da lava-jato  trata da adaptação, feita pelo jurista,  das verdades e dos fatos para que jamais os acusados fossem chamados pelos seus nomes a prestar contas pelo mal que fizeram a esta Nação. Enfim, personagens que preferiram ser chamados de pilantras, a serem chamados pelos próprios nomes nos corredores das cadeias.

4. Melhor filme em língua estrangeira: Uma mulher fantástica!
            Versão Nacional: Uma mulher no Fantástico.
            A versão nacional foi filmada quando Pablo Vittar esteve no programa Fantástico. Além de estar no programa havia outras coisas fantásticas acontecendo como o fato de Pablo rebolar como mulher sem ser mulher, cantar sem ser cantor e emitir sons de música sem que aquilo fosse música.  

5. Melhor Canção Original Remember Me, do filme A vida é uma festa!
            Versão Nacional:  Que tiro foi esse! Do filme A vida tá uma droga!
            A vantagem da canção nacional sobre a americana é que além de se poder dançar de qualquer jeito  o fundo musical, originalíssimo,  é de bala perdida.

6. Melhor atriz coadjuvante: Eu, Tonya com Margot Robbie
            Versão Nacional: Eu, Bruna, com Bruna Marquezine.

            O filme nacional,  tão épico quanto o norte-americano sobre a saga de uma atleta, descreve o formidável esforço da brasileira Bruna em seu papel de coadjuvante, para tratar da bicheira no dedo mindinho do pé do craque  Neymar durante 2  meses, com intervalos para sentar sobre seu colo, todo dia,  em cima de uma cadeira de rodas.
            Ao invés do coro de  ‘Força, Neymar!’ que bombou na net, a nação agora está desejando: “Força Bruna!”  








            Como vai longe essa menina!

José Ewerton Neto é autor de O entrevistador de lendas






                                                                       ewerton.neto@hotmail.com