domingo, 12 de junho de 2016

SUA OFERENDA DE AMOR (sugestão urgente para hoje)



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SUA OFERENDA DE AMOR   (sugestão urgente)

Em homenagem ao dia de hoje, Dia dos Namorados  e, como fonte de inspiração neste dia tão encantador,  não custa lembrar aos leitores algumas das mais famosas oferendas de amor em todos os tempos.

1.PÉROLAS NO VINHO
Quando Marco Antônio manifestou sua satisfação pelo jantar que Cleópatra lhe ofereceu, ela largou duas pérolas de valor inestimável em sua taça de vinho e bebeu a mistura à saúde dele declarando que seu louvor a ele superava em muito o custo do banquete por ela ofertado.



                                          




“Se o vinho já era bom, imagine com pérolas!”

2.A CABEÇA DE JOÃO BATISTA
Quando Salomé, a filha de Herodias apresentou um número de dança sensual para Herodes este ficou tão satisfeito que lhe prometeu qualquer coisa que ela desejasse. A  pedido dela, João Batista, que batizou Jesus Cristo, foi decapitado e sua cabeça apresentada numa bandeja de prata a Salomé.

“Sem comentários”

3.ROSAS VERMELHAS PARA SEMPRE
Desde a morte de Marylin Monroe em 1962, Joe di Maggio , seu segundo marido mandou lhe levar, enquanto esteve vivo, rosas vermelhas para o seu túmulo, três vezes por semana.

“Como nenhum homem foi capaz de amá-la como ela desejava – como  dizia - , quem sabe as tardias rosas vermelhas, não é mesmo Joe?”

4.O DIAMANTE DE  69,42 QUILATES DE RICHARD BURTON
Richard Burton comprou o diamante de 1050 000 dólares da Cartier como um presente  para Elizabeth Taylor, então sua esposa. E teve mais: o diamante Krupp de 350 mil dólares, a pérola La Peregrina de  37 mil dólares, uma esmeralda de 93 mil dólares e um broche de safiras avaliado em 65 mil dólares.

                                         



“Dizem, porém, que os olhos azuis de Elizabeth Taylor vistos pessoalmente ( imagine num quarto à meia luz!),  valiam muito, mas muito mais que isso.”

5.A ILHA DE SKORPIUS
Quando Aristóteles Onassis casou com Jaqueline Kennedy, em outubro de 1968, um dos seus presentes de casamento foi uma parte da ilha grega de Skorpius onde se deu o casamento. Antes da cerimônia ele já havia lhe presenteado com um guarda roupa avaliado em um milhão e duzentos mil dólares. E, depois da lua de mel, gastou mais 20milhões de dólares só pra agradá-la no primeiro ano de casamento.   
“Aristóteles (que era tão feio quanto um sujeito podre de rico pode ser) , teve que se esmerar nesse primeiro ano porque ele tinha um concorrente muito forte: John Kennedy ex-presidente dos USA, que se notabilizou por ser boa pinta e conquistador. E ainda por cima, morto. Bote concorrência nisso!”

Não se constranja, porém, com essas oferendas, caro  namorado(a) que ainda não comprou seu presente pra hoje. Estas são oferendas pra lá de famosas e caras, e são conhecidas no mundo inteiro, mais pela sua extravagância  e bizarria, nem tanto pelo amor.
Sua  namorada(o), pode ter certeza, não precisa de tudo isso para amá-lo. Caso tenha dificuldade (a grana tá curta) , uma sugestão é leva-la  para ver a tocha olímpica daqui a pouco em algum dos 4 cantos da ilha.



                                             





Porém, mesmo se ela sugerir, não tente sequestra-la ( à tocha) arrancando-a para um jantar inesquecível à luz ...de tocha. Diga-lhe, entre sussurros, que você não pode correr o risco de atiçar seu fogo mais ainda do que já está aceso.

Dito e feito é  só partir pro abraço e...

sexta-feira, 10 de junho de 2016

HAROLDO, O QUE OUSOU SONHAR





artigo publicado no jornal O Estado do Maranhão, quinta-feira


Poucos dias após haver tomado posse na AML, eis que recebo a ligação de alguém ao telefone.  Tratava-se de uma voz, a princípio, desconhecida, até que  se revelou o dono da  mesma: Haroldo Tavares, engenheiro e fundador da Escola de Engenharia Civil de São Luís onde eu havia estudado, antes de transferir-me para Volta Redonda, estado do Rio,  onde vim a me graduar em engenharia metalúrgica. Recordei que ele havia sido prefeito de São Luís, mas isso não entrou no assunto. Telefonava-me a propósito de eu ter entrado na AML, sendo engenheiro de profissão,  e quis saber de minha trajetória profissional , de como viera a me interessar pela escrita e a desenvolvera, dando-me os parabéns por haver conseguido conciliar atividades à primeira vista tão díspares.  Enquanto isso,  eu  apreendia, durante a conversa, o formidável arsenal cultural do qual ele era possuidor, à esteira de um pendor artístico que me era inusitado, de sua parte.
            Mais tarde, soube em distintas conversas através do amigo, escritor  e jornalista Luis Mello Neves, que privou de sua amizade, mais detalhes   de sua notável simplicidade no trato pessoal; de seu apurado gosto musical, de seu talento artístico ( tocava violino) e da forma como concebia um gestor público: necessariamente um precursor  de um estágio futuro de progresso, a ser alcançado, a bem da coletividade. Como homem inteligente que era, tinha perfeita noção do enorme bem que a sua administração trouxera a esta cidade e apenas por vezes demonstrava algum incômodo por ter se excluído da atividade político-administrativa em sua terra, a par de sua capacidade comprovada.
            Toda essa lembrança disparou quando tive oportunidade de assistir ao oportuno, essencial e, por vezes comovente, filme concebido pelo cineasta e escritor Joaquim Haickel Haroldo, o que ousou sonhar, sobre a trajetória desse idealizador (ainda mais que idealista) do qual eu conhecera apenas algumas facetas. Relembrando um termo usado por ele (comum na engenharia), em algumas de suas falas no filme, refleti, enquanto assistia ao desenrolar da fita,  que  esta se realizava em seu propósito e se concretizava plenamente “cisalhando um esquecimento a que tendia ser relegado uma pessoa notável”.



                                            





            Do objetivo acima descrito,  o filme cuida com apuro, num andamento à la Bolero de Ravel (se me perdoarem a intuitiva alegoria) trazendo à baila depoimentos  de personalidades como José Sarney, Jaime Santana, José Reinaldo Tavares, Benedito Buzar, Américo Azevedo Neto etc. que se sucedem em progressivos registros que assumem degraus cada vez mais elevados de emoção, contrapondo-se às imagens marcantes de uma São Luís do passado, sacudida pela chegada do progresso. À medida que o filme chegava ao seu final provocava um sentimento uníssono em todos os espectadores: “Que seria desta cidade, não houvesse Haroldo Tavares sido prefeito de São Luís, antecipando um progresso,  cuja incompletude insiste em maltratar toda uma nova geração?” 


                                            




          
            Representando a AML em recente reunião da próxima Feira do Livro não pude deixar de sugerir que este documentário possa ser  destacado e exibido na mesma, com duas finalidades: primeiro para sedimentação dos feitos e da memória  do grande personagem maranhense que foi Haroldo Tavares e, segundo,  pela sua sedução intrínseca, como  um belo e significativo registro de obra de arte. 

                                                                       ewerton.neto@hotmail.com

terça-feira, 7 de junho de 2016

O K QUE NOS PROTEJA!




artigo publicado no jornal O Estado do Maranhão

O coeficiente de segurança, tão conhecido dos estudantes e dos engenheiros pela letra K, é um número que entra nas equações para protegê-las dos erros, digamos assim. Uma espécie de “todo cuidado é pouco ”, da ciência.
            Ao contrário do que se pensa, porém, o coeficiente de segurança não é privilégio apenas de matemáticos.  


                                         



Ou você pensa que as dietas, os tantos dias a pão e água, e os caminhões de remédios a tomar não fazem parte do coeficiente de segurança do médico?  A verdade é que para tudo, mas pra tudo mesmo nesta vida tem de haver por trás um coeficiente de segurança que, no fundo  é  uma salvaguarda para nossa tão frágil condição humana.  Afinal de contas, quem se garante?
            Nestes  tempos bicudos, de dúvida e incerteza, os coeficientes de segurança proliferam por aí: 
            1.K de um político. Um bom coeficiente de segurança contra o que  o político diz deveria ser, no mínimo, igual ao inverso do que ele fala. Ou  seja,  se um político lhe promete um emprego , tenha certeza de que você vai mofar no olho da rua, se ele lhe promete paz e tranquilidade, confie em que uma bala perdida estará entrando em sua casa nesse exato momento.
            Já o coeficiente de segurança do político contra o que ele mesmo diz - nas delações premiadas, por exemplo-,  esse é dificílimo de calcular . Mesmo o melhor computador do mundo em seus cálculos de alta complexidade será incapaz de se dar bem na tarefa. Antes, sugerirá que o político desista da matemática e  recorra aos conselhos da vovó “Que Deus me proteja dos meus amigos, que dos meus inimigos cuido eu.”

            2.K  do amor. O coeficiente de segurança de um “Eu te amo”, com exclamação ou sem exclamação é sempre complicado e deve ser ampliado nesses dias que antecedem ao dia dos namorados.   “Amar é se atirar de cima de uma ponte no escuro”, já disse uma famosa atriz, portanto o perigo é iminente e toda desconfiança pouca. Se for para um marmanjo na hora do orgasmo o coeficiente de segurança  do que ele diz deve ser próximo de zero. Já, para a mulher, seu “eu te amo” depende do saldo do cartão de crédito que lhe foi prometido.

            3.K  do Embelezamento. Aqui o coeficiente de segurança  tem de ser no mínimo, o máximo. Uma boa regra seria dividir por mil o que foi prometido,  na razão inversa do potencial de transformação. Em outras palavras: quanto mais feio(a)  você for, maior deverá ser o K a ser aplicado. Ou seja, se você for uma Joelma e alguém lhe prometer que você vai virar uma Paola Oliveira, melhor usar ao invés de um coeficiente de segurança um capacete de segurança. Pelo menos, depois do tratamento você estará protegida para não apanhar do seu Ximbinha. 
                                      






            4.K  da oração. Até para rezar carece coeficiente de segurança, sabia?  O que é um terço, com 50 e tantas ave-marias mais que um coeficiente de segurança contra a falta de fé?  A verdade é que para certos pecadores, um terço só não resolve.
            De uns tempos para cá, nos funerais, inventaram-se as palmas, como se o morto, de repente virando ator de teatro, depois de dar seu primeiro espetáculo pós- vida estivesse querendo palmas,   e não lágrimas. Não deixa de ser o velho K , de novo em ação, como se quisessem garantir ao morto  (esquecidos os seus mal feitos) uma passagem direta para o céu. Tempos estranhos, fé mais ainda, cálculos novos!

                                                                       ewerton.neto@hotmail.com

quarta-feira, 1 de junho de 2016

SAMPAIO CORREIA x MARANHÃO




artigo publicado no blog
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O QUE DISSE O SAMPAIO CORREIA AO MARANHÃO?

Notícias, fatos, ou frases da semana com Comentários de Juca Polincó ( Polincó, abreviação de Politicamente Incorreto), O FILÓSOFO POLITICAMENTE INCORRETO DA PERIFERIA





Juca Polincó


1.O que disse o Sampaio ao Maranhão ( o Atlético Clube ou...)?
Segundo Juca Polincó foi:
“É, quem fez besteira e confusão  em Brasília foi você, mas quem não para de apanhar sou eu”

2.Ainda se referindo ao Sampaio e a Tocha Olímpica, Juca Polincó colocou a seguinte reflexão na sua página do facebook:
“Pra que serve  essa tal de Tocha Olímpíca? Na minha opinião só para trazer aporrinhação de engarrafamento, discurso de político, desfile de barriga de ex-atleta  etc. etc.



                                                 

                                      



 Seriam poupados tempo, dinheiro, paciência e esforço se ao invés de mandar vir de fora uma tocha olímpica, se usasse uma lanterna, das  que já tem por aqui.
Era só  chamar o Sampaio Correia”.

3.A AFA (Federação de futebol da Argentina) anunciou esta semana que vai entrar em contato com o Juventus , da Itália para ter o jogador Dybala, durante o campeonato das Olímpiadas do Brasil.
Comentário de Juca:
“Dunga  não deve se preocupar com isso, porque o Brasil está bem preparado para esse tipo de competição. Se eles vierem com Dybala o Brasil vai de bala perdida. Nessa modalidade ninguém ganha o Brasil”.                                        

4.O artista Alexandre Frota, ex artista da Globo e ex- marido de Claudia Raia foi chamado pelo atual Ministro da Cultura do governo Temer para lhe dar conselhos culturais. Enorme especulação foi criada na mídia sobre que tipo de conselho Alexandre Frota ( ex-ator de filme pornô) teria dado ao ministro.
Juca Polincó matou a charada.
“Alexandre Frota, um intelectual com vasta experiência  na teoria e na prática sexual deve ter ido se oferecer para ensinar a criançada  a trepar , ter tesão e, principalmente, a não correr da Raia”

5.O técnico de futebol português João Peseiro, ex do F.C. do Porto, foi oferecido ao Flamengo.
Comentário de Juca:

“Faz sentido. Peseiro, deve ser chamado assim porque deve ser entendido em peso. Para carregar esse time pra lá de pesado do Flamengo ( com tanto perna de pau) precisa entender muito de peso. E, sendo português, melhor ainda.”

segunda-feira, 30 de maio de 2016

MANUAL PARA MODELO




artigo publicado no jornal O Estado do Maranhão,
semana passada.


UM MODELO DE GAROTA
            

                Garota de hoje que se preze almeja ser modelo. Mas não um modelo de garota, mas, modelo simplesmente. Como a Gisele Bundchen, como a Yasmin Brunet, como a Camila Queiroz,  da novela Verdades Secretas. Nada de querer ser médica ou cientista, pra isso precisa estudar e ralar ( coisa complicada demais para neurônios imediatistas). Melhor sonhar  ser modelo e, de cima de um salto de 30 cm saltar...rumo ao mundo  e à vida das celebridades.
            Com o propósito de ajuda-las eis algumas dicas:

            1.Uma modelo perfeita tem de ser magra, muito magra. A relação ossos x carne deve ser, de preferência harmoniosa, mas, em caso de briga, os ossos devem sair vitoriosos. Estes (os ossos ), devem se impor com destaque e tudo o que houver acima e ao redor,  como carne, pele, sangue, são perfeitamente  dispensáveis. Nada de gorduras. Numa modelo perfeita a única coisa que pega bem ser gorda é a carteira. Esta sim,  tem de estar sempre recheada.



                                                          





            2.Uma modelo deve ser alta , muito alta, de preferência a perder de vista. Uma mistura  de torre Eiffel com TorreéFeia. O rosto, padronizado e comum a todas, pode ficar em cima do pescoço, mas de preferência alguns centímetros acima do convencional, já que elas terão, obrigatoriamente, de  andar com o rosto empinado. De tão alta sua cabeça não precisa chegar a bater no céu, mas deve ser suficientemente elevada  para que ela  ande nas nuvens.

            3.Uma modelo deve ter intimidade com saltos de todos os tipos, desde os  de sapato aos com vara. A convivência com saltos de sapato é para que ela não se desequilibre em desfile. Já com vara ( não confundir com o esporte olímpico) é para que ela possa praticar mais tarde, de madrugada, depois do desfile, quando todos os desequilíbrios forem bem vindos.
                                              

            4.Além de alta, uma modelo perfeita deve ser o mais esticada possível, mas nada de isso acontecer à custa de exercícios físicos, alongamentos etc. Esticada,  de convencida, vaidosa mesmo. Nada de namorar engenheiro, médico ou  advogado, mas só de jogador de futebol pra cima. Político mensaleiro com conta na Suiça, às vezes até serve. Mas só para as principiantes.

                                                



            5.Falta de bunda é essencial. Uma modelo em busca de perfeição deve evitar nádegas convencionais. No restrito universo das modelos perfeitas a bunda não pode ser completa nem no nome. Gisele que o diga . Em vez de Bundachen, Bundchen, faltando um a.  

            6.Uma modelo perfeita deve ser nova, muito nova, cada vez mais nova. Foi-se o tempo em que elas eram escolhidas em festas de aniversário ou desfilando nos shoppings centers. Agora são requisitadas nos jardins de infância pelos especialistas. Assim como os promissores jogadores de futebol são caçados nos dentes de leite por empresários ambiciosos, as modelos são catadas nos jardins de infância pelos caçadores insaciáveis, ávidos por iniciarem-nas no incrível Mundo Feio das Mulheres Lindas ( leiam livro com esse título,  de Michael Gross)

            7. Uma modelo perfeita deve gostar de ler livros de formação profissional, ou seja, iniciadores  de seu futuro sucesso. Nada de Clarice Lispector ou Virginia Wolf, mas, de preferência 50 tons de cinza, desde que as 50 tonalidades acinzentadas não ocultem as cores  rosas,  do Book Rosa. 

                                               





Sabe o que é isso mamãe da futura modelo? Não? Até parece que você não gosta de novela.
                                                                                   ewerton.neto@hotmail.com

                                               

quarta-feira, 25 de maio de 2016

ELES TÊM MAIS CARA DE...





artigo publicado no jornal O Estado do Maranhão,


Certo,  eles são famosos,  ricos e  poderosos. Mas a verdade é que têm muito mais cara de...

            1.Suzana Viera. Tem cara de dona de salão de cabeleireiro. 

                                                      



Dessas que para mostrar o potencial artístico do salão trocam de cabelo uma vez por semana e da cor do  mesmo três vezes ao  dia. Cuja relação conjugal é indefinida: pros familiares diz que tem marido, pras amigas diz que tem um namorado. As empregadas juram que ela tem vários gigolôs, porém  só ela mesma sabe que, no fundo,  todas as hipóteses são verdadeiras.

            2.Eduardo Cunha.  Tem cara de despachante do Detran. Desses que andam de um lado pro outro com uma pasta debaixo do braço com ar de sapiência. Por vezes surge, não se sabe como, na mesa do diretor, com os pés em cima da carteira,  falando ao celular e fumando um cigarro. Embora todos o conheçam, o acesso à sua pessoa está reservado aos que têm grana. Neste caso, ele é capaz de debulhar seu problema tintim por tintim antes mesmo de você abrir a boca.  Enfim, ele é o cara!

            3.Dilma Roussef. Tem cara de dona de boate GLS. 


                                            



Dessas que são  difíceis de se enxergar na boate, mesmo que elas não abram mão de controlar tudo. É que existe um lugar estrategicamente reservado para ela num canto, próximo ao balcão e sob  intensa penumbra. Lá ela  permanece, sempre acompanhada do mesmo grupo de parceiras, onde se destaca um gay. Entre todas,  é o que mais se parece com uma mulher.

            4.Michel Temer. Piloto de avião. Desses que a gente descobre,  certo dia,  tomando cafezinho no bar do aeroporto. Desconfia-se que  deva ser algum piloto de avião e é. Que usa uma camisa de branco imaculado e sapatos de bico fino pretos e  lustrosos. Que quando caminha no salão do aeroporto, carregando uma mala, junto a seus parceiros, comissários de bordo, (de onde, para onde?) a arrogância parece querer  insinuar alguma  intimidade com Deus,  de tanto viver perto do céu.

            5.Neymar. Cobrador de Van. Desses que trocam de penteado e de brinco mais depressa do que o  motorista muda de rota. Que nunca têm moeda pra dar de troco e cuja expressão padrão é o olho esquerdo meio fechado e um sorrisinho irônico e benevolente no canto da boca. Serve tanto para que o cliente deixe o troco de gorjeta, como para a primeira garotinha que pintar, exibindo o bumbum apertadinho, através da bermuda curta.

            7.Ivete Sangalo. Lutadora de UFC, prestes a se aposentar. Dessas que adoram falar de sua trajetória de vida, dizendo ter sido jogadora de futebol feminino, bandeirinha, halterofilista e lutadora de UFC, não necessariamente nessa ordem. Dessas que falam grosso e provocam as adversárias. Cujo marido é também lutador de UFC, mas pra ter filho é uma luta! Que quando o marido aparece sorrindo, já se sabe: acabou de apanhar. Da mulher.

            8.Lula. Dono  de borracharia ou mecânica  quebra-galho, de fundo de quintal. 




                                                     





Desses que, de repente, aparecem no meio de pneus velhos, borrachas, pregos e cascas de laranja parecendo terem vindo do banheiro só para perguntar com os olhos: “Tá tudo em ordem?” Que somem no meio da sucata, tão depressa como  chegaram sempre impecavelmente vestidos de camiseta, barriga exagerada, boné e sandálias.  Desses que se orgulham do polegar cortado, no exercício da profissão,  como prova de qualidade: “Cobro mais caro porque o serviço é garantido” E, com metade do dedo em riste: “ Vai que é sua, Mané!”

                                                                                  ewerton.neto@hotmail.com

sexta-feira, 20 de maio de 2016

AS PIORES NOTÍCIAS (PODIAM SER PIORES)




COM COMENTÁRIOS DE JUCA POLINCÓ



O POLITICAMENTE INCORRETO

NOTÍCIAS E FRASES DA SEMANA


1.PEDRO PARENTE AFIRMA QUE ACABOU INDICAÇÃO DE POLÍTICOS PARA CARGOS DA PETROBRÁS
Comentário de Juca ( o Polincó, abreviação de politicamente incorreto)
“Só mesmo um Parente, para acabar com essa pouca vergonha de nomeação de Parentes ( e de acólitos de políticos) para cargo público. “

2.MEDO VOLTA ÀS RUAS COM ÔNIBUS QUEIMADOS EM 6 LOCAIS DE SÃO LUIS.
Comentário de Juca Polincó,
“E isso sem incentivo. Já pensou quando a Tocha-Olímpica chegar por  aqui? “

3.VIATURA POLICIAL PEGA FOGO NO BAIRRO DO ANGELIM
(Segundo informações a viatura sofreu uma pane elétrica)
Comentário de Juca
“Não acredito em pane  elétrica. Ou foi por solidariedade aos ônibus queimados ou sentimento de culpa por não ter chegado a tempo de evitar os incêndios.

4. DOIS  ASSALTOS DE ÔNIBUS POR DIA ACONTECEM EM SÃO LUIS
            (Enquanto o incêndio corre à solta,  equipes de policiais fazem blitzes  em cada canto da cidade para pegar cidadãos honestos, mas descuidados , como na saída da Ponte de São Francisco, justamente na hora em que pior é o engarrafamento, nas condições mais degradantes para os trabalhadores).
Comentário de JUCA POLINCÓ, o sábio da periferia
“ Fácil de explicar: é mais fácil um sujeito enfiar  um bafômetro na boca de um cidadão honesto, do que apontar uma arma para um marginal . O risco é abaixo de zero, e há garantia de que vai sair com saúde e, quem sabe,  com grana!”

5.CIDADÃOS LUDOVICENSES PERMANECERAM EM FILAS QUILOMÉTRICAS PARA REGULARIZAR  TÍTULOS DE ELEITOR NO ULTIMO DIA. ( jornal O Estado)
Comentário de JUCA.
“Ludovicense  adora fila, principalmente quando é para dar uma de otário ou ser  roubado.
Dar uma de otário: Penar em fila de Loteria para os outros montarem na grana. Ser roubado: Penar em fila de TER para votar mais tarde no ladrão que vai lhe roubar.

6.ESTE MÊS FORAM APREENDIDOS 63 ANIMAIS , NO TRÂNSITO DA CAPITAL
Comentário de JUCA
“Coitados! Justamente os que não causam nenhum mal. Pior  são os de duas pernas que infestam o mesmo trânsito.”

7.361 PRESOS FORAM  LIBERADOS PARA PASSAR O DIA DAS MÃES EM SUAS CASAS.
JUCA comenta:
“Dos 361 só voltou a metade.  A estas alturas devem  estar escondidos no coração da mãe, (onde sempre cabe mais um), se for a sua própria. Ou então na bolsa que roubaram ( se for a mãe dos outros).


FRASES:
1.Como é que uma mulher inteligente pode ser sexual? Gwyneth Patrow, atriz britânica, expondo seu dilema (revista Conta Mais).
Comentário de JUCA
“Esse dilema é fácil de resolver,  Gwyneth. É só botar a inteligência pra ficar excitada e o sexo pra pensar.”
2.Não existe mais isso de apanhar calada. Vamos gritar nas horas ruins e gemer só na hora boa. ” (Elza Soares, na revista Contigo
JUCA POLINCÓ:

“Até parece que você não  sabe Elza. Na hora boa dá pra gritar , gemer e apanhar, tudo ao mesmo tempo, certo? Já esqueceu ou é a  idade, Elza?”

sábado, 14 de maio de 2016

TÍTULOS DE LIVROS ( e seus mistérios)



artigo publicado quinta-feira no jornal
o Estado do Maranhão

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Na primeira vez em que encontrei o escritor Josué Montello, no Rio de Janeiro,  lembro que à vista do livro, que lhe apresentei, comentou: “Tem um título muito bonito”, referindo-se a O menino que via o além.  
            Mais tarde, ele me escreveria uma carta muito gentil afirmando haver gostado do livro, mas não sei se,  de fato, o leu,  já que escritores consagrados e com múltiplos afazeres não têm tempo tão disponível assim para leituras,  tantos são os livros que lhes mandam, à parte os que têm de ler por dever de ofício. Mas não deve ter sido por causa do título, que esse  livro recebeu uma condecoração nesse mesmo ano da FNLIJ Fundação Nacional do livro infanto-juvenil como “altamente recomendado para leituras em escolas de todo o Brasil” e , logo a seguir, teve quinze mil exemplares adquirido pela prefeitura de Belo Horizonte o que provocou da parte da editora uma terceira edição.



                                         





            Não deve ter sido pelo título, mas guardo a convicção de que um bom título sempre ajuda, não? Embora até hoje não tenha ideia conclusiva a respeito do grau de influencia do título, ou  da capa de um  livro, na sedução inicial que se estabelece perante o  leitor, guardo a convicção de que isso encerra mais mistérios ‘do que sonha a vã inteligência humana’.  O que induz a pensar que carece da parte do mercado editorial um estudo mais sério e profundo a respeito desse tema.
            Lembrando que a maioria entra numa livraria hoje quase por descuido, o bom título para impulsionar as vendas seria aquele capaz de cooptar o leitor deixando-o sem alternativa diante de uma atração intransferível. Casos exemplares em livros de autoajuda parecem ter sido elaborados com essa única finalidade. Que alma desprevenida, religiosa ou não, é capaz de resistir a um título do tipo “Jesus, o maior psicólogo que já existiu.”? Existe imaginação mais benfazeja do que aquela que o transporta  para um divã, com Jesus Cristo, ao lado lhe escutando?
            Acertar na mosca, não é tarefa fácil, porém, para alguém que busque a junção do criativo com o impactante, comercialmente falando, sendo, no entanto, isso perfeitamente possível. Títulos óbvios para obras geniais existem às pencas: Romeu e Julieta; Madame Bovary; Os irmãos Karamazov; Tom Jones; e são frequentes nos textos considerados clássicos, eis que  a genialidade do autor, posicionando-se à espreita no que vem pela frente, se basta e se resolve por si.

                                         



 Mas sempre foi possível escrever, também, um grande clássico com nomes pra lá de belos, como Emily Bronte, em O Morro dos ventos uivantes ( realce-se aqui a feliz solução encontrada para a tradução do original Wuthering Heights, tornando-o ainda melhor),  ou Em busca do tempo perdido, de Marcel Proust.
            Como os gênios da literatura acima citados já não surgem hoje em dia com a mesma profusão, entendo que se deva ter algum cuidado na escolha do nome que se deva dar a um livro, em paralelo à dimensão daquilo que se pretende ter escrito. Certo, muitas vezes o excesso de cuidado redunda em fracassos retumbantes, mas com cuidado - e muita sorte -,  é possível sonhar em um dia alcançar as soluções geniais encontradas por John Fante em Pergunte ao pó; Scott Fitzgerald em Suave é a noite; Carson Mc Cullers em  O Coração é um caçador solitário; ou para não citar só os estrangeiros Olha para o céu, Frederico! de J. Cândido de Carvalho ou o recente O Amor e outros objetos pontiagudos, de Marçal Aquino.  
                                                                                  Jose Ewerton Neto, autor de O oficio de matar suicidas.

                                                                                  ewerton.neto@hotmail.com


sábado, 7 de maio de 2016

MÃES E BARATAS




artigo publicado no jornal o Estado doMaranhão

http://www.blogsoestado.com/ewertonneto



            O que podem ter em comum mães e  baratas para que alguém as associe justamente no dia em que se pretende homenagear as mães,  se as baratas são animais tão repulsivos,  para elas?
            Imagino que algum dia na vida, cara leitora, você já tenha tentado matar uma barata ou, pelo menos -  se sua coragem não permitiu – haja suplicado  a alguém para isso. Matou mesmo? Ficou  aliviada ao ver aquele pobre cadáver, massacrado a seus pés? Aí é que está. Você jamais deveria ter tanta certeza. Se a jogou logo no lixo para dela se livrar, perdeu a oportunidade de vê-la voltar a caminhar lentamente, estraçalhada, ensanguentada e débil, mas, sobrevivente. Será que esses asquerosos animais ressuscitam? Quase isso.
            Sim, minha amiga, uma barata é dura de matar e possui razões físicas para tanto. Enquanto um ser humano aguenta 12 vezes a força de gravidade da Terra, as baratas suportam 126 vezes. 

                                           




Elas possuem antenas que servem como sensores, visão noturna para enxergar com pouca luminosidade e um design corporal, digamos assim, semelhante à blindagem dos tanques de guerra, uma carapaça que protege todos os órgãos do corpo. Portanto, nem Mike Tyson em sua plenitude física, ou qualquer outro homem, com técnica e táticas de UFC, etc. daria sequer para a saída contra uma barata que tivesse, pelo menos, a metade do seu tamanho. Baratas, enfim, são capazes de resistir às  hecatombes mais avassaladoras e, em seus túneis e esgotos, ou subterrâneas valas por onde caminham no avesso da noite humana, estarão certamente ao final dos tempos, vitoriosas, esperando o surgimento de uma nova era.
            Resistência igual ou maior que as das baratas, caros leitores, só a das mulheres, especialmente  quando mães.
            Ninguém mais que as mães merece o epíteto de ‘duras de matar’. Mãe resiste a nove meses de parto, nove anos de abandono,  nove décadas de vida e nove séculos de ingratidão. Mãe carrega durante meses um corpo na barriga, durante anos uma criança nos braços e, pelo resto da vida as preocupações do lar. Mãe resiste a tudo: a pancada de sol, de chuva, de bandido, e de marido. Mãe se acostumou a sublimar as próprias dores e as dos filhos, que multiplica por mil. Mãe trabalha fora e dentro de casa. Mãe não descansa. Quando se diz ‘fulana de tal acaba de descansar’, aí é que começa o trabalho. Mãe não tem tempo para si, mas tem para todo mundo. Mãe é dura de matar, e sequer dura é. Pelo contrário, é suave, mas se resiste tanto só pode ser  porque não há quem consiga dobrar suavidade e ternura.
            Só que, ao contrário das baratas, nada lhe foi doado pela natureza para ter tanta resistência. Não tem carapaças, nem antenas, nem visão noturna. Não tem feromônios , nem cercis ( pelos que medindo o movimento do ar em volta, permitem detectar o inimigo). Sequer têm patas resistentes. Por que consegue, mesmo doente e enfraquecida, atender os filhos? Como consegue, no escuro, perceber a ansiedade de suas crianças? Como adivinha que em algum lugar do mundo um filho seu está precisando de ajuda?


                                                    



            Ah, sim, mãe tem também um coração imenso, do qual vulgarmente se diz que sempre cabe mais um. Deve ser esse coração tão branco -  pela esperança e pela pureza de alma -,  que lhe dá essa formidável resistência: afinal, só mãe tem um coração de mãe.
                                                           “A todas as mães, e em memória da minha.”

                                                           ewerton.neto@hotmail.com

terça-feira, 3 de maio de 2016

BELA, RECATADA, DO LAR E...PC




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“Bela, recatada e do lar”. Nenhuma frase ‘bombou’ na net nos últimos quinze dias mais do que essa. Bastou a revista Veja qualificar a eventual futura primeira dama da Nação, Marcela Temer, com essa expressão para que o tom calhorda e sub-reptício da frase fosse denunciado em postagens e fotos na mídia virtual. Poucas vezes o que há de mais abjeto por detrás do politicamente correto (P.C.) foi tão combatido e  execrado.
            O sentimento de todos diante do fato pode ser resumido através de uma equação simples.
            “Bela, recatada e do lar” =/ ou Politicamente Correto =/ ou O que há de mais oportunista na intenção dos manipuladores.

            Se é fácil entendemos a tentativa de manipulação na frase “Bela, recatada e do lar”, é justo que nos lembremos do que seria mesmo esse P.C, eis que muitos douram o uso da expressão para que não se alcance seu real sentido.
            Encontramos no google que “Politicamente correto é atuar no processo político de forma a atender todas as demandas legais ligadas a esse processo, sendo ainda honesto, íntegro e socialmente  responsável”. Ora, isso deveria ser sempre válido para cidadãos comuns e para políticos,  mas sob o empuxo da corrupção desenfreada que reina em nosso país o que poderia ser  P.C.  no seu sentido original, quase sempre carrega uma intenção sorrateira por detrás. No caso de Marcela Temer parece claro que essa intenção sorrateira era a de promover uma onda de simpatia antecipada à futura primeira dama da Nação, para tornar menos espinhosos os caminhos do novo presidente. Enfim, para que o fato (politicamente incorreto) de o presidente da república ter casado com uma mulher trinta anos mais nova não redundasse, para ambos, em um prejuízo de simpatia.
            É fácil confirmar que cada palavra dessa expressão tem a sua dose de P.C.  à sua maneira.
            Bela, ali colocada para provocar uma onda de simpatia  que os naturalmente belos têm. Num país com vocação para o narcisismo sem causa é, também, uma forma de exorcizar a eterna sensação de que ainda somos um país de pobres e mal ajambrados.
            Recatada, palavra posta ali para espantar o clichê definitivo da Marcela- aventureira,  estigma que carregam todas as que se aproximam de velhos com mais do dobro de sua idade, como é o caso de Michel Temer.           
            Finalmente, o “do lar” retirado a fórceps do reino das palavras, expressão que, de tão antiquada, torna notório o recurso à desfaçatez e à hipocrisia.
            Contra o politicamente correto do termo, ribombaram as reações, quase sempre simpáticas e brincalhonas de celebridades que não costumam se  disponibilizarem para tal. 

                                           



Fico pensando em como seria salutar se todos nos insurgíssemos, de vez em quando,  contra tantas obrigações politicamente corretas que nos impõem por trás das verdadeiras intenções, que são as de se locupletarem com nosso dinheiro: Blitzes da lei seca, em horários incômodos e degradantes para o trabalhador,  cuja única explicação por trás dessa forma de atuação  é a de extorsão; a obrigatoriedade do voto; o falso patriotismo que acabou degenerando em um dos  mais hipócritas costumes impostos a um cidadão: a obrigatoriedade da cantoria do hino nacional em qualquer joguinho de futebol etc.etc.
            “O patriotismo é o último refúgio dos canalhas” no dizer de Samuel Johnson. O “politicamente correto”, também, da forma com que é  exercido hoje é, não apenas um refúgio para canalhas, mas uma fortaleza.  Que o “Bela, recatada e do lar” não seja, por sua vez,  o primeiro dos refúgios  pretendidos pelos que pretendem se aboletar  no palácio da Alvorada.  
Autor de O ABC nem humorado de São Luís
ewerton.neto@hotmail.com