sábado, 28 de abril de 2012

O QUE FALTA SABER SOBRE SEXO

artigo publicado na seção Hoje é dia de...
caderno Alternativo, jornal O Estado do Maranhão, hoje, sábado



Será que depois do BBBrasil e das novelas da tevê existe algo a respeito de sexo que alguém no Brasil ainda não saiba? Pelo sim pelo não, reproduzimos, com comentário, algumas das 369 curiosidades (mais de uma para cada dia do ano) que o argentino Aníbal Litvin escreveu  no livro Curiosidades sobre Sexo achando que estava trazendo alguma novidade.

1.      Fumar pode encurtar o pênis quase um centímetro.
            Ou seja, quando o sujeito fuma cigarro , está fumando o próprio pênis também. A diferença é que, do cigarro sabe-se que vira fumaça e cinza, enquanto que, quanto ao pênis, o argentino se esqueceu de dizer para onde é que vai mesmo esse um cm. de piroca.

2.                 A anta é o animal com o maior pênis em relação ao corpo. Ela pode medir, em média, 2 m, ao passo que seu membro pode atingir 1, 5 m.
            Com óbvias exceções relativas às antas brasileiras; Luci-anta Gimenez ( como é chamada por Zé Simão), por exemplo. Todo mundo depois ficou sabendo que seu pênis mais famoso não era lá  essas coisas. Pelo menos, foi isso que Keith Richard contou, em sua autobiografia, a respeito da anatomia de Mick Jagger - o ex de Luciana,  o que causou depois a maior confusão.

3.                 No Líbano, um homem pode ter relações sexuais com animais desde que sejam fêmeas. Relações sexuais com machos podem ser punidas com a morte.
Isso é que se chama discriminação sexual inter-racial às avessas.   Quer dizer que só o homem é que vai para a morte? E o jumento, que aceitou, de bom grado, a coisa?

4.                 Devido a liberação de endorfinas, o orgasmo feminino é um poderoso analgésico, motivo pelo qual dor de cabeça é um pretexto ruim para não fazer sexo.
Os homens de há muito desconfiavam de que isso não passasse de uma desculpa. Uma prova é que quando não é com o marido, ou o namorado, elas nem se importam com a dor de cabeça que vem depois.

5.      Quase 58 % das pessoas costumam dizer grosserias durante o sexo.
Humano, demasiadamente humano, diria o filósofo! E, pela mesma razão,  mais de 99,9 % gostam dessas grosserias.

6. A palavra clitóris deriva do grego e significa chavinha.
Muito justo! Sinal de que, desde esse tempo, já eram muito poucos os homens que sabiam o segredo da tal chavinha.


                                                      

7.      Durante a ejaculação o sêmen atinge a velocidade de 45 Km/h
Embora não tenha sido registrada ainda nenhuma multa por causa disso é bom evitar fazer essas coisas dentro do carro. O limite das barreiras eletrônicas é de  40 Km/h e estas não costumam ser bem aferidas.

8.                 As primeiras ereções dos homens ocorrem no último trimestre da gestação, quando ainda são fetos.
Portanto, se algum parceiro seu, amiga, se gaba de que no segundo mês já conseguia , tire para fora que esse cara não é confiável.  

9.                       No momento de máxima excitação o clitóris dobra de tamanho e o ponto G pode chegar ao tamanho de uma amêndoa..
            Isso não é nada. Nessas ocasiões a conta do motel também fica do tamanho de uma jamanta e o prazo de pagamento ( para a mulher ) pode chegar a 9 meses.

                                                                                  ewerton.neto@hotmail.com


sábado, 21 de abril de 2012

O SANTOS F.C. ( DOS SANTOS CENTENÁRIOS E CAMPEÕES)



artigo publicado hoje, sábado, na sessão Hoje é dia de...
Caderno Alternativo, jornal O estado do Maranhão


Imagine um time de futebol pelo qual não torcemos, mas admiramos. Mas que, ao fim, vamos acabar torcendo porque admiramos cada vez mais. Um time cujos jogadores joguem um futebol tão espetacular que o torne maior do que as paixões regionais ou clubísticas.
                        Que não se apressem os leitores em imaginar que poderíamos estar falando do Barcelona atual, de Messi, Xavi, Iniesta etc. Bote mais excelência nisso e estamos tratando  do Santos F.C., esse time de futebol que acaba de comemorar cem anos de existência e que teve um dia em suas fileiras um garoto de dezesseis anos chamado Edson Arantes do Nascimento (êpa, Pelé!) a comandá-lo nessa aventura incomparável, de evoluir  de time pequeno, do interior e sem torcida, para transformar-se, em poucos anos, no melhor time do mundo, durante toda uma década.    
                        Não pensem, porém, que o Santos foi o melhor porque ganhava títulos quando, ao invés, ganhava títulos porque era o melhor. (Uma coisa nem sempre tem a ver com a outra e como faz diferença!). As estatísticas da imprensa, que mostram resultados de ocasião para tentar equivaler, por exemplo, o São Paulo F.C. de três títulos mundiais, ao Santos de Pelé, Coutinho, Pepe, etc. cometem uma atrocidade. O Santos só não ganhou mais títulos internacionais, como a Libertadores da América, porque, simplesmente, não quis. Abandonou a competição, e nisso foi seguido pelos demais times brasileiros, quando tentaram lhe impor jogos contra os desqualificados  Emelecs e Cobreloas da vida. (Na época, os ardilosos cartolas sul-americanos aumentaram o número de competidores da Taça, incluindo o vice-campeão, para que todos pudessem ver Pelé jogar de graça). Tanto não precisou disso que o Santos foi homenageado pela FIFA, em 2001 como o melhor time das Américas do século XX.
                        Livre para exibir a arte de Pelé e cia. onde houvesse espetáculo o Santos, dava-se ao luxo de suspender guerras, como aconteceu  entre duas nações africanas. Eis mais dois exemplos breves, para se ter uma idéia da magnitude de um time de soberana aceitação universal.
1.                 Após ter sido expulso durante um jogo, na Bolívia, Pelé foi intimado a voltar a campo pelo próprio juiz que lhe pedia alvoroçadas desculpas, já que se via na iminência de  fugir sob escolta policial, porque a torcida, revoltada, ameaçava invadir o estádio.   
2.           No interior paulista, depois de dar três lençóis seguidos em adversários distintos Pelé chutou a bola a gol e esta, caprichosamente, não entrou. O juiz validou o gol e quando os zagueiros correram para cima dele, este, candidamente  respondeu: “Pra mim foi gol e acabou.” Ninguém reclamou .





                        Lenda? Folclore? Parece que sim, mas a culpa não é da realidade, por não ter conseguido se impor, mas do sobrenatural por tê-la ultrapassado em existência. E da predestinação também, talvez.  Como explicar que a epopéia vitoriosa do time não tenha cessado de vez, após a “ressaca” da era Pelé, quando o time passou a comer o pão que o diabo amassou,  apanhando de todo mundo? Por um longo período esteve em vias de ser obscurecido pela sombra de antigo time pequeno, recrudescendo  com toda fúria.   
                                    Só mesmo essa predestinação explica porque o time praiano jamais adotou, mesmo nesses momentos mais sombrios, o futebol defensivo e de resultados, o futebol de brutamontes que,  egresso do Rio Grande do Sul, passou a fazer a cabeça de técnicos, comentaristas, jogadores e torcedores,  e se  espalhou feito praga por esse Brasil afora. E foi assim, devido a essa predestinação, que o time superou  o estio de vitórias e aos poucos renasceu: primeiro com  Pita e  Juari, depois Giovani, mais tarde Robinho e Diego e agora Neymar e Ganso. Que time brasileiro hoje pode se dar ao luxo de dispor em seu elenco de jogadores de talento tão excepcional, egressos da própria escolinha, que, no caso do Santos, parece guardar uma aliança entre o destino e o craque?
                        E o que mais for dito, a respeito dessa sina, pouco será acrescentado. Maior glória que ganhar campeonatos é não se render à apatia geral de talento que reina no futebol brasileiro, onde times submissos a técnicos cujo objetivo é ganhar a qualquer custo, encobrem a mediocridade de suas equipes sob o falso emblema de grupo de “garra”. Graças a Deus parece que isso jamais acontecerá com esse time. Está no DNA. 
                                                                                  ewerton.neto@hotmail.com

sábado, 14 de abril de 2012

LENDAS MARANHENSES AO ARROZ DE CUXÁ E PITADINHAS DE HUMOR


artigo publicado na seção Hoje é dia de...Caderno Alternativo
jornal O estado do Maranhão, hoje, sábado



A bordo do quarto centenário e relembrando as lendas de São Luis,   ao arroz de cuxá e com uma pitadinha de humor.

                        Lenda do Palácio das Lágrimas

                        O Palácio das Lágrimas fica entre as ruas do Sol e a Rua da Paz. Mais precisamente na rua  São João, esquina com a Rua da Paz. Aparentemente, num prédio situado entre a Paz e o Sol não haveria  motivo para lágrimas. Nem mesmo  por ter sido, durante algum tempo, Faculdade de  Odontologia,  já que os futuros dentistas, apenas estudavam,  não arrancavam os dentes das crianças nesse local.     
            A questão parece ter começado quando dois irmãos portugueses  para cá vieram “Fazer a “América”, como se dizia. Como era de se esperar de dois portugas , estes entenderam  que fazer a Ame-rica implicava um contrato em que cada um faria metade do nome América: um a  parte Ame, outro a parte Rica. Um enriqueceu bastante, já o outro ( com esse negócio de ame) empobreceu cada vez mais, até o dia em que  resolveu esquecer, de vez,  contrato e conselho de mãe e passou à prática tratando de matar o irmão.  
                        Ora, o rico era amasiado com uma escrava negra com quem tinha vários filhos, mas nenhum era legitimado por lei. Isso facilitou as coisas para o assassino que, tomando conta da fortuna, passou a tratar a ex-amásia e os sobrinhos como escravos.
                        Não deu certo. Tão logo cresceu e soube da história o sobrinho mais velho jogou o tio homicida de cima do sobrado. Foi condenado à forca e  diante da morte iminente saiu-se com esta: “ Palácio que viste tantas lágrimas derramadas , ficarás para sempre com o nome de Palácio das Lágrimas!”
                        A razão pela qual o vingador resolveu amaldiçoar uma construção de alvenaria que nada tinha a ver com a bestialidade dos que lá  residiram ninguém até hoje soube explicar. Aliás, ao que se saiba a única maldição que pegou até hoje em São Luis foi praga de sampaino contra o Moto Clube, que virou time de quinta categoria e hoje apanha até do Sabiá  - que nem sequer é o de Gonçalves Dias. .

                                                                      
                                                                            

                        Lenda de João de Una.

                        João era um capitão de navio que vivia com uma única mulher, o que era muito esquisito para um capitão, nessa época, tanto é assim que era chamado João de Una, ou  seja,  de uma só. Não bebia, não ia pra farra, não comia as piranhas de cada  porto, só queria saber de navegar.
                        Até que um dia não voltou mais. Ninguém entendeu, mas todos disseram para consolar a esposa que de uma coisa ela podia ficar certa: não era coisa de mulher. O mistério permanecia cada vez mais crucial (ninguém tinha mais dúvidas do naufrágio em alto mar) até que descobriram, um belo dia, o  navio de João da Una, ao longe, no meio do oceano. Assim, flutuando sobre as ondas, candidamente, sem rumo e sem disposição alguma de querer voltar. Teria João de Una se suicidado?.
                        Nem precisa  dizer que todos os pescadores e marinheiros de São Luis, saíram em seus navios, botes,  barcos, bóias, botos e tubarões, atrás de onde avistavam o navio, agora com estranhas luzes, que acendiam e apagavam. Os que conseguiram chegar mais perto vislumbravam João da Una, mas toda vez que se aproximavam de sua imagem, este dava um jeito de sumir, estranhamente. Tantas e tantas foram as investidas que todos chegaram à uma única conclusão: João havia sido seduzido por uma divindade marítima e cada vez que uma das luzes acendia era mais um filho  que sua adorada feiticeira dava à luz.
                        Mistério e lenda comprovados só  restava dar a notícia à sua ex-esposa que, afinal de contas, não tinha porque ficar se martirizando eternamente. Afinal de contas, ele não a abandonara por causa de outra,  mas fora enfeitiçado por uma divindade marítima
                        A conversa não colou. Divindade ou não havia uma fêmea no meio, o que a levou a bradar, prestes a morrer:
                        “Ora, se era para ser traída por uma zinha qualquer  não precisava pegar uma piranha de navio, bastava ir na Rua 28. Ele é um safado mesmo, e nunca foi João de Uma porra nenhuma, mas de várias. Vai gostar de piranha assim, no meio do oceano!”
                                                                                  joseewertonneto@blogspot.com


                         

                        

domingo, 8 de abril de 2012

CHICO ANYSIO NÃO MATOU MILLOR





Que sacada humorística seria criada por Millor Fernandes, após ter sido sua morte ofuscada, em termos de repercussão na mídia, pela de Chico Anísio, ocorrida alguns dias antes? Alguma coisa do tipo: “Pô, Chico, você podia ter esperado um pouco mais, essa tua última piada foi tão engraçada que ninguém riu da minha!” O que, guardadas as devidas proporções seria bem próprio dele que dizia coisas do tipo: “A Academia Brasileira de Letras é composta de 39 membros e um morto rotativo”, ou “Não quero participar desse rodízio de mortos”, quando perguntado por que jamais se candidatou à Academia Brasileira de Letras.
            Millor, cujo nome nasceu de um  piada, pois devia se chamar Milton, deve ter acatado essa imposição do destino como uma premonição de que ele iria se tornar  o melhor humorista brasileiro, fazendo literatura das boas, numa época em que isso não existia popularmente. “Enfim, um escritor sem estilo!”, ele dizia , fazendo troça dos escritores fanfarrões que existem por aí e de si mesmo. Em nome desse humor, intelectualizado e sutil, porém, sempre próximo do cidadão comum, jamais abdicou de sua função de humorista para escrever “o grande romance” como é comum se cobrar de escritores geniais como ele. Pensando bem, quem escreveu O Livro vermelho dos pensamentos de Millor, cujo título é uma paródia ao livro dos pensamentos de Mao Tse Tung, não precisaria mesmo de um grande romance.
            A primeira vez em que deparei com alguma interligação dos talentos humorísticos de Chico Anísio e Millor Fernandes foi quando, na adolescência, li uma seção na revista Realidade, em que talentos e celebridades, falavam um do outro. Na época, Chico Buarque, jovem já consagrado depois do avassalador  sucesso de A Banda referia-se a Millor: “Millor é sério, mas Vão Gogô é engraçado”. (Vão Gogô era um pseudônimo que Millor usava, na época). Chico Anísio, por sua vez, falava de Chico Buarque, e introduzia sua música Quem te viu quem te vê como uma das três melhores de toda a MPB, além de Feitiço da Vila, de  Noel, e outra da qual não me recordo.
            Alem de terem sido humoristas geniais  e da quase coincidência na hora da morte, Millor e Chico Anísio guardavam muitos pontos em comum, mas algumas sutis diferenças, uma das quais se pode extrair da própria frase de Chico Buarque sobre Millor. O humor que se consegue extrair de pessoas com essa personalidade, séria, jamais poderia ser como o de Anísio, espontâneo, por vezes extravagante, mas, sim aquele  que nos permite sorrir das fraquezas humanas, nas entrelinhas do que se lê,  a reboque de alguns trocadilhos inesperados. Numa época em que todos os estudantes brasileiros liam Millor e o Pasquim, uma de suas mais comentadas tiradas ocorreu quando ocorreu o primeiro transplante de coração feito pelo médico Christian Bernard que causou sensação no mundo inteiro. Millor saiu-se com esta: “Blaiberg não foi o primeiro. Já havia  o Ricardo Coração de Leão.”
            O humor de Chico Anysio, igualmente genial, tendia pela própria natureza da construção teatral a ser  obrigatoriamente popularesco e imediato, embora traduzisse igual sutileza na construção dos personagens. Coincidiram ambos, porém, no declínio da última década. O humor de Chico Anysio, baseado na criação de personagens, tornou-se rapidamente arcaico, quando não foi mais capaz de se traduzir na criação de protótipos das novas  gerações, pós-internet.
                                                                       
            Millor, por sua vez, apesar de perfeitamente integrado, desde sempre,  às  exigências dessa nova comunicação,  que exigem textos rápidos, velocidade de pensamento e ironia concentrada ( Millor sempre foi um inovador e antecipou-se a escritores como Zé Simão cujo texto ainda é mais acelerado que o dele) , já não tinha a mesma verve, conseqüência, talvez , do envelhecimento. Seu ultimo estágio na revista Veja foi pouco penetrante na receptividade dos leitores e seu blog estava longe de ser um dos mais disputados entre os internautas quando comparados a outros sites de humor que hoje proliferam na rede.
            A morte de Chico Anysio “matou” a de Millor Fernandes? Qual deles ficará para a eternidade? Neste ponto, ouso acreditar que levará vantagem Millor :seu tipo de humor é mais durável por não se basear nas características individuais de personagens estratificados numa época , mas na crítica ao gênero humano como um todo, seus aforismos atravessarão mais facilmente a memória, montados que estão nesse único veículo capaz, talvez, de tanger a eternidade que  é a literatura.
            Porém, o mais certo é que ambos estejam se rindo dessa tal eternidade, em alguma mesa de bar, pros lados do infinito. Chico fazendo o professor Raimundo para os garçons e Millor rabiscando, mais uma vez, num caderno de anotações: “ Certos escritores se pretendem eternos e o máximo que conseguem ser é intermináveis.”
                                                                                  ewerton.neto@hotmail.com

sábado, 31 de março de 2012

O SEXO HUMANO DOS ANIMAIS




artigo publicado na seção Hoje é dia de...Caderno Alternativo, jornal
O estado do Maranhão, hoje, sabado



Conversava outro dia com uma amiga escritora, erudita e talentosa, sobre o costume fortuito que temos de contemplar os seres humanos em algum evento, quando tentamos imaginar as peculiaridades existentes por trás da fisionomia de cada indivíduo.
                        Lembrei, então, do que havia lido num artigo científico, quando o autor dizia, à luz da psicologia evolutiva, que se defrontados com seres de outro planeta, estes eventuais seres não veriam a mínima diferença entre cada um de nós, inclusive com nossos irmãos, macacos e chimpanzés. Para eles, Scarlett Johansson ou Carolina Dieckmann, modelos de beleza diante das quais nos rendemos à suposta beleza, não passariam de duas macaquinhas um pouquinho só mais engraçadas.  
                        O mesmo parece acontecer quando nos deparamos com as intimidades sexuais aparentemente esquisitas, dos animais dito irracionais. “Humanas, demasiadamente humanas”,  diríamos,  parodiando o filósofo.

1.                O leão só emite aquele impressionante rugido quando está extremamente excitado e deseja uma fêma. Ele é o rei da selva em potência e goza 82 vezes num dia.
                        Portanto, mulheres, não caiam na besteira de serem seduzidas  pelo ruído másculo do rei das selvas e , por precaução, mantenham-se afastadas das jaulas quando isso ocorrer, a não ser que...estejam demasiadamente carentes. Lembrando sempre que, segundo o que corre na Internet, temos um espécime bastante similar  no gênero humano: José Mayer, o galã da Globo.  Aos cinqüenta e tantos anos, claro, já não consegue gozar oitenta e duas vezes num dia, mas, segundo elas, é capaz de fazer uma mulher gozar igual número de vezes, quando adentra , por exemplo, numa festinha de debutantes.

2.                 A zebra fêmea enche seu macho de coices. Quanto mais ele apanha, mais potente fica.
                        A coisa é só um pouquinho diferente para o lado dos humanos machos. No caso, quanto mais o sujeito apanha de mulher mais brocha fica. E é aí que elas fazem a festa.

3.                A fêmea do canguru tem duas vaginas e o macho tem um pênis em forma de Y.
Duas semanas atrás os jornais noticiaram o caso de uma inglesa,  aliás jovem e bonita,  que também tem duas vaginas. Ela, que não se constrange nem um pouco com isso,  aproveita para exibi-las nas festinhas, fazer sucesso e causar inveja às demais. É que ela, ao contrário, da fêmea  canguru, não carece de um macho que tenha o pênis em Y, mas, provavelmente, usa dois de uma vez só.

4.                 Os caracóis são  hermafroditas. Na metade do ano são machos; na outra, fêmeas.
Dizem que grande parte dos galãs das novelas brasileiras, sem serem hermafroditas, também  possuem esse dom. Só que, ao invés de transmudarem seu sexo a cada seis meses, preferem faze-lo na base do um dia sim, outro não. 

                                                        



5.                 O macho da tartaruga penetra a fêmea com tanta fúria que pode matá-la.
O mesmo se dá com os humanos, alterando-se o sexo. Se a mulher se depara com um homem-tartaruga na hora da penetração, esta é que sente vontade de matá-lo.

6.                      O macho da mosca leva “algo doce” para uma fêmea e, enquanto ela come, sobe nela discretamente e a penetra.
Não passam, pois, de imitadores de moscas os humanos quando abastecem suas mulheres e namoradas com chocolates e guloseimas. Nesta época, aliás, com ovos de páscoa. .

7.                 O platelminto macho tem um pênis de múltiplas funções. Sai pela boca e está equipado com um ferrão e glândulas venenosas. Além da função sexual é usado também para capturar as presas.
Trata-se do pênis multiuso, também muito praticado no gênero humano por gigolôs e recomendado para peruas fogosas, ricas e encarquilhadas. O de Sandro Pedroso, namorado de Suzana Vieira, por exemplo, é por ela guardado a sete chaves.

8.                 Como há muitas espécies de gafanhotos, os machos chamam suas parceiras fazendo um barulho peculiar, como se fosse uma serenata.
                        Portanto, têm um pouquinho mais de bom gosto as fêmeo-gafanhoto do que as humanas. Como se sabe, atualmente, muitas mulheres se derretem até quando escutam música de forró. 

9.      Os papagaios e as araras transam voando.
Nenhuma novidade no reino humano. Renato Gaúcho, até hoje se gaba de que transava com um batalhão de aeromoças em pleno vôo internacional. Muito mais homens fazem isso, sem precisar de tecnologia e em terra firme, nas grandes cidades, como Tóquio e São Paulo. A transa é em pé, o tempo é de alguns segundos e  paga-se de cinco reais para baixo, mais pelo vôo do que pela transa.
...E assim por  diante.
ewerton.neto@hotmail.com 


sábado, 24 de março de 2012

ENTRE FATOS E FRASES EXUBERANTES


Artigo publicado na seção hoje é dia de, caderno Alternativo, jornal
O estado do Maranhão, hoje , sábado



E  a semana, para variar, continuou a vitoriosa sina de 2012, cada vez mais  pródiga em grandes frases e notícias exuberantes:

                        As frases:
1.                “Exterminamos um câncer do futebol brasileiro. Espero que o novo presidente, que furtou uma medalha na Copa São Paulo de Juniores não faça desse ato uma constante na CBF. Senão teremos que exterminar a Aids também” Romário, deputado federal, referindo-se a Ricardo Teixeira, que saiu, e a José Maria Marin, que entrou .
                                   É isso aí, Romário. Com essa frase você foi mais longe que Tim Maia e aprendeu rapidamente, que o Brasil é um país em que puta goza, gigolô tem ciúme, comunista é de direita, traficante cheira cocaína e... quando sai o câncer, entra a aids - na administração pública Sem contar os tuberculosos.

2.                “Não foi uma gota d`água que tirou o Adriano do Coríntians. Foi uma cachoeira.” Luis Paulo Rosenberg, vice-presidente do Coríntians, sobre a rescisão do contrato do clube com o jogador.
                                   Depois desta Teoria da Água, do Rosenberg, está finalmente  explicado porque Adriano foi para Búzios, recuperar a forma física. Lá o que não falta é água. E ainda reclamam porque o ex-craque gosta tanto de beber.

3.                 “ Sim, eu disse que o ano tinha 361 dias. Errei, assumo, peço desculpas” Daniela Albuquerque, apresentadora.
                        Não se constranja Dani. Até que a diferença não foi tão grande assim, para menos. O pior é que tem gente muito boa que acredita piamente que o ano tem muito mais. Tanto que recebem, “numa boa”, 18 salários anuais.

4.                “As modelos muito magras, não são sedutoras”, Bar Rafaeli, modelo israelense, namorada de Leonardo Di Caprio, dizendo que adora comer.
                                   Tem razão, Bar, pode comer o Di Caprio à vontade que você não vai engordar. Ele, por sua vez, garanto que prefere beber. Também, com um Bar desses por perto!

                                            

5.                 “Cansei dessa novela. PT saudações” Blairo Maggi , presidente do PR, anunciando a saída do partido da base de apoio da presidente Dilma.
                        Geralmente, um ator de terceira categoria começa no BBBrasil e depois tenta uma novela. Blairo, por ser de quinta, prefere sair de uma novela para entrar no BBB da  politicagem, na qual é especialista. PR saudações!

                        Os fatos:

1.                      O prefeito da cidade italiana de Falciano decretou que lá ninguém pode morrer porque acabou o espaço no cemitério. Diz o decreto: “Será processado quem cruzar a  fronteira da vida terrestre e adentrar o além.”
              Donde se conclui que em matéria de leis estapafúrdias, as brasileiras estão fazendo aprendizes de primeira. Só que, como toda imitação, esta carece de aprimoramento. Se fosse brasileira seria assim: “Será multado, por antecipação, todo cidadão que cruzar a fronteira da vida terrestre e adentrar o além. Por motivo de segurança, contra eventuais diabos nessa fronteira, o dinheiro ficará com o prefeito que o entregará a  Deus, quando morrer.”

2.                 E a China está de olho nos nossos jegues. Segundo um protocolo de intenções firmado entre a Secretaria de Agricultura do Rio Grande do Norte e a empresa Shan Dong Dong E.Jiao Co, 300 jegues serão adquiridos nos próximos dias, como alimento. Resumindo, a chinezada está doida para comer carne de jegue brasileiro triturado, no palitinho de arroz.                        
                        Imediatamente foi iniciada uma campanha nacional pró-jegue: “ POUPEM OS NOSSOS JEGUES QUADRÚPEDES E LEVEM SÓ OS BÍPEDES. TEMOS EM NÚMERO SUFICIENTE : SÓ DE EX BBBs JÁ EXISTEM MAIS DE TREZENTOS.”
                                                                      


                                           

                                                                                            ewerton.neto@hotmail.com

sábado, 17 de março de 2012

O LIVRO QUE VOCÊ É

artigo publicado na seção Hoje é dia de...
Jornal O estado do Maranhão, caderno Alternativo, hoje, sábado


Algum tempo atrás comecei a escrever um conto cujo título era “A história do livro que era eu.” Achei que o conto ia se desenvolver a partir dessa idéia, mas estacionou na segunda página e hoje se encontra perdido em algum lugar remoto da dispersiva memória do computador, que tudo cabe e nada identifica.
                        Esta lembrança veio a propósito da leitura mensal que faço da revista Metáfora, quando, entre os destaques literários do mês, surgiu a indagação: “ Que livro você é? “. Assim, de chofre, como se, de alguma forma,  alguém também tivesse tido a mesma idéia de sobrepor, às impossibilidades da vida, a ilusão de que os livros podem se transformar em pessoas ou vice-versa. Na verdade, se trata de um site em que, depois de responder a um questionário, identifica-se, de acordo com a personalidade do indivíduo, com qual livro ele pareceria.
                        Antes de entrar no site preferi imaginar, que livros se parecem com quem. Um exercício meio bizarro, mas que teve o dom de me revelar que, de fato, livros  são mesmo quase pessoas: “ A palavra, como se sabe é um ser vivo”, já dizia Vítor Hugo.

1.                Os livros de auto-ajuda (qualquer um) – Os livros de auto-ajuda hão de se parecer com qualquer sujeito que se ofereça para solucionar sua vida  sem que você peça. Muitas vezes você se encontra, de fato, melancólico, (ou estressado, como se diz hoje) quando – de repente! – eis que um sujeito, que parece farejar os dramas íntimos dos outros  mais do que o Leão do imposto de renda fareja seus ganhos, se planta em sua frente se oferecendo para dizer obviedades sob um viés de grandes achados. Ou seja, o livro de auto-ajuda, se fosse gente, seria  um cara-de-pau semelhante a esses palestradores motivacionais, que percorrem as empresas proferindo mensagens idiotas, e estampando  na face uma felicidade gorda - não de fartura, mas de excesso de gordura. Como dizia Fernando Sabino, não passa do pior tipo de chato: aquele que rouba tua solidão sem te fazer companhia.

2.          O Grande Sertão, Veredas, de Guimarães Rosa. Grande Sertão, o livro brasileiro preferido da maioria dos críticos de literatura por esse Brasil afora é aquele sujeito interiorano que nasceu pobre nos rincões e depois foi para a cidade, estudou bastante, ficou rico e hoje fala das coisas do interior com um jeito um tanto empolado. É aquele sujeito bem-sucedido, hoje médico, dentista, ou doutor em alguma coisa, que conta histórias inverossímeis sobre o sertão para agradar  uma platéia de citadinos, como  a de que um grupo de cabras-machos sertanejos não consegue distinguir uma fêmea no meio deles. Fascinado pela sua imaginação e inteligência e deslumbrado pelo refinamento de sua linguagem você só percebe o excesso quando encontra outro sujeito típico do interior chamado Vidas Secas, contando a mesma história, sobre personagens e ambientes parecidos e com metade de suas palavras e se pergunta: “Ué, para que tanto preciosismo para dizer, com igual talento, quase a mesma coisa”? 

3.                Os best-sellers juvenis. – Os atuais best-sellers de literatura juvenil sobre vampiros, anjos, zumbis ou equivalentes não parecem nem de longe com esses seres estranhos, mas, principalmente, com aquele que os lê: no caso, o adolescente. Vá lá, um jovem meio bobo e inofensivo como o Justin Bibier, com a cara deste, o riso deste, o talento deste. Nem agradável, nem desagradável, apenas jovem, com o que a juventude tem de mais pulsante que é a ilusão de aventura se sobrepondo à realidade. Com alguma boa vontade se parece com algum dos quatro Beatles quando ainda estavam começando.
                     Surpreendentemente, não se parecem com o cantor Luan Santana, por  exemplo,  talvez porque este, arrebatado por uma arrogância juvenil que impede que ele veja a própria mediocridade, não tenha sequer aquilo que mesmo o pior livro possui: algo de simpatia.

                     Devo dizer, para concluir, que fui ao site para saber que livro  sou e ele me respondeu: o livro Carmem, de Ruy Castro, que é uma biografia da excepcional Carmem Miranda. Segundo eles se um dia eu fosse um livro seria uma biografia (?)
                     Lembro que adquiri esse livro há uns dois anos para dá-lo de presente a meu pai, sem ler. Portanto, desprezei-me. Preciso lê-lo agora, para, pelo menos, conhecer-me.         
                                                                               ewerton.neto@hotmail.com
  

sábado, 10 de março de 2012

A FELICIDADE FEMININA


artigo publicado na seção Hoje é dia de...
Caderno Alternativo, jornal O estado do Maranhão, hoje, s´bado
ENFIM, A FELICIDADE  FEMININA

                                                                                              José Ewerton Neto


                        A mulher e a felicidade nem sempre se deram bem. Durante milhões de anos, certamente, porque as fêmeas não sabiam muito bem o que era isso, afinal de contas, ser feliz significava apenas sobreviver, o que já estava bom demais. A dificuldade começou quando ela entendeu que queria , de fato,  ser feliz e, para azar seu, achou que botando essa tal de felicidade no corpo de um homem, já era meio caminho andado para isso. Os milhares de anos posteriores a convenceram do contrário, mas ela não desistiu.
                        Neste DIA INTERNACIONAL DA MULHER (que  aliás é a maior prova de que a tal felicidade ainda está muito longe, pois “ se a mulher fosse feliz  precisaria de um dia para ser homenageada?”) , eis que uma revista semanal , surpreendentemente, deu-se ao trabalho de prometer  a dita felicidade numa reportagem de capa. O segredo? Ora, bastaria cumprir estas cinco coisinhas:

1.      Descubra o que você quer.
                        Para uma mulher que se preze, a coisa não é tão fácil assim, certo? Mais difícil do que isso, só descobrir o que não quer, mas, aí, já seria querer demais. Se você está lendo estas palavras cara leitora, basta recordar: tem dias em que você quer parecer com a Angelina Jolie, tem dias que você quer parecer com a Ivete Sangalo, e tem dias em que você quer parecer com uma incrível mistura das duas - ao mesmo tempo. Tem dias até ( raríssimos ) em que você quer parecer com você mesma,  e aí é que se prenuncia um desastre, pois
“quem é essa mulher esquisita  que está lhe olhando insistentemente do outro lado do espelho”? Ora, se você não sabe quem você é, como poderia saber o que você quer, não é isso mesmo, Dr Freud? Não era você quem dizia que jamais entenderia as mulheres?

2        Combata o sentimento de Culpa.
                                   Isso mesmo: além de combater a arrogância do parceiro, a teimosia das crianças, o medo de dirigir, o congestionamento, o chefão que dá em cima de você ( e que não se decide logo), eis que você ainda tem de combater esse tal de sentimento de culpa. Esse inimigo que  você apenas pensou, para facilitar, que estivesse dentro de você , mas que, na realidade,  está no mundo todo, como um monstro acusador em qualquer lugar que você vá. Numa barreira eletrônica, por exemplo.
                                   Quer saber? Dormir é um bom remédio. Amanhã você vai acordar com um sentimento de culpa ainda maior, mas, um dia você acaba com esse perseguidor implacável. Quando dormir de vez.
                 
                        3 Aprenda a abrir mão.
Acredite, não há nada de errado em renunciar a algum aspecto da vida quando a escolha é consciente. Sendo sincera, você talvez preferisse abrir outra  coisa , além de mão, mas, homem de verdade está muito difícil, (até os da mentira não estão fáceis ) e,  além de tudo,  a concorrência está de lascar. O negócio, portanto, é abrir a mão. Abra, pois, mão da chapinha do fim-de-semana, da praia, da calcinha rendada, da fantasia sexual com o Brad Pitt, enfim, vá abrindo mão de tudo. Quem sabe a sorte lhe favoreça e numa dessas aberturas de mão lhe caia,  em cima, um bichinho de estimação, sincero como um de pelúcia, porque – esse sim! -   não fala nem chia.  Felicidade é isso!.              





4        Valorize-se.
                                   Vá lá! Não se venda por dez reais de crédito, nem por um celular, nem por um I Phone, nem por um tabletezinho paraguaio qualquer. Insista, você tem valor! Embora...
                                   Pensando bem, se for um tablet de verdade, um Ipad da Apple...talvez valha a pena aceitar  . Lembre-se: a questão não é o valor real da coisa, o que importa é o quanto essa coisa sai cara para aquele de quem ( ou contra quem) você tenta se valorizar. Obviamente, se o sujeito ganha 18 salários por ano ( existe isso em algum lugar do mundo, meu Deus? ) e cada salário vale dezoito dezenas de vezes aquele que você ganha, valorizar-se é ganhar, no mínimo, uma Hilux,  do dito cujo, por mês. Mulher valorosa é isso e não o que o governo pensa que ela vale, no fim da vida, quando entra na fila do SUS.


5.                  Mande o marido para a cozinha.
                                   Dividir as tarefas domésticas é a melhor medida para combater uma das maiores fontes de insatisfação feminina: o acúmulo das responsabilidades. Nada de chegarem ambos cansados do trabalho e ele se refestelar, vendo futebol no sofá, enquanto você fica cozinhando. Aliás, pensando bem, o melhor é dividir várias de suas outras tarefas como lavar as calcinhas, trocar as lâmpadas, varrer a casa, pintar as unhas, ir para a academia de ginástica – que bom seria se ele pudesse suar para você!  Pensando ainda melhor, coloque-o para cortar a grama do jardim, o que, segundo uma atriz norte-americana, é a única coisa que um homem pode fazer de prazeroso a uma mulher, melhor que um vibrador.  Caso nem isso ele queira, já seria um bom começo para   manda-lo, também, à  puta que o pariu, de longe, pelas estatísticas,  a maneira mais fácil de deixar uma mulher feliz para sempre.
                                                                                   ewerton.neto@hotmail.com


sábado, 3 de março de 2012

OS VERDADEIROS GANHADORES DO OSCAR

artigo publicado na seção Hoje é dia de...
Caderno Alternativo, jornal O estado do Maranhão,
hoje, sábado, 3 de Março






Com pequenas adaptações veremos que os verdadeiros  ganhadores do Oscar estavam mesmo é no Brasil.


1.      Melhor ator.
Ao invés do francês Michel Dujardin, o melhor ator só poderia ter sido Gilberto Kassab. Protagonizou um partido que não é partido, um prefeito que não é prefeito e um ideólogo que nada tem de ideólogo, muito pelo contrário. Diante dele, Nero, o imperador de Roma,  jamais diria – prestes a se suicidar- “Que grande artista o mundo vai perder”, mas sim, “ Um artista desses o mundo não pode perder!”

2.      Melhor atriz.
            Nada de Meryl Streep como “ A dama de Ferro”. A melhor atriz foi a brasileira protagonista do filme “ A dama que ferra”. Claro, estamos falando da nossa presidenta Dilma Roussef. Seus seis ministros ferrados que o digam, e os outros que se cuidem!    

3.      Melhor direção de Arte.
            Ao contrário de “A Invenção de Hugo Cabret” o melhor foi “A invenção de Mano Cabreiro”. Mano Menezes, como todos sabem, é um técnico de futebol que só chegou à seleção por sua postura cabreira, de conluio com Andrés Sanchez, acólito de Ricardo Teixeira.  A grande invenção de Mano,  como todos sabem foi botar o Ronaldinho Gaucho para ser titular da seleção, sendo o jogador do Flamengo do tempo do Hugo Cabret.

4.      Maquiagem.
            Ao invés de A Dama de Ferro, o real vencedor foi “A Dama de Botox”, com a ex-primeira-dama Marisa Letícia, nos camarotes da Passarela do Samba. A concorrência era de alto nível, mas a dita cuja conseguiu vencer sua grande rival Marta Suplicy  e outras embotocadas de peso. Era tanto botox transbordando pelo chão da passarela (mais até que  a quantidade de silicone)  que retardou a passagem de um carro alegórico da Unidos da Tijuca. (Desculpem a memória, será que estou certo quanto à Escola que foi obstruída?)


5.      Melhor documentário de Curta-Metragem.
            A  evolução da Beija-Flor, do Rio, homenageando São Luiz. O samba-enredo era tão curto que não deu nem tempo de colocarem na letra, pelo menos o nome de um dos nossos  grandes poetas. Podiam,  pelo menos, ter incluído a  BR-135 na letra. Quem sabe, o curta levaria prêmio, também, em curta-quilometragem.

6.      Melhor edição.
                        Ao invés de “Os homens que não amavam as mulheres”, uma edição de “Os homens que odiavam as mulheres”, que circula na Internet com as fotos  de  Graça, da Petrobrás, Dilma Roussef, Idele Salvati, etc. ridicularizando-as sob a alegação de que são horrorosas. Como se isso – caso fosse verdadeiro -  tivesse o mínimo de importância. Próximo ao dia Internacional da Mulher, as mulheres brasileiras deveriam cada vez mais exigir que esses  caras - que jamais aprenderão a amar as mulheres - deixassem, pelo menos, de ser otários.



7.      Melhor Efeito Visual.
                        A bunda de Walesca Poposuda, finalmente captada por um fotógrafo de Veja, em um momento de descontração de suas estrias e celulites, em plena Avenida. Despencando do restante do corpo através de sua minúscula tanga ( a bunda é tão avolumada  que a calcinha depois do desfile tem de ter de ser puxada com um anzol), o efeito aterrorizante das celulites dançando na abundância de Valéria só causou menos horror que a entrada de Suzana Vieira no camarote da Brahma, cercada de seguranças, provocando o seguinte comentário de um seu colega da Globo, também ator “ Isso é o que eu acho ainda mais terrível!”

8.      Melhor Documentário Longa-Metragem e Melhor Roteiro Adaptado
Ao invés de “Undefeated”, no longa e Os Descendentes, no melhor roteiro, a produção brasileira revelou-se muito melhor com “ O Julgamento do Mensalão” que deveria levar os dois prêmios. Em matéria de descendentes nada jamais foi produzido de tão visceral como os de Lula,  envolvidos no Mensalão. (A toda hora o roteiro precisa ser readaptado). E, com isso, ao que tudo indica,  o longa-metragem não vai acabar nunca. E bote longa nisso!
                                                                                  ewerton.neto@hotmail.com