sábado, 11 de agosto de 2012

O MELHOR PRESENTE PARA UM PAI



artigo publicado hoje, sábado, na seção Hoje é dia de...
Caderno Alternativo, jornal O estado do Maranhão



A equipe de reportagem entrevistou algumas pessoas procurando saber qual o presente que os filhos estavam comprando para seus pais e o que lhes dariam, se pudessem.

            1. Pablo, 17, mora na Cidade Operária. Comprou-lhe uma gravata. Daria, se pudesse, uma periguete para ele parar de encher o saco da sua namoradinha de 15 anos, Keyla, que ele apelidou de Calú, dizendo-lhe piadinhas sem graça, e querendo se insinuar. (Calú – epa!, Keyla – vive ameaçando lhe deixar porque já não agüenta mais).   


            2. Marlon, 12 anos, mora na Cohab. Comprou-lhe uma camisa do Flamengo. Daria se pudesse o time inteiro do Flamengo, inclusive o Cáceres – que está chegando do Paraguai e um Cárcere (este do goleiro Bruno) para que o   pai, que se embebeda toda vez que o time perde, não ameace mais lhe expulsar de casa por não querer estudar. 

                                                                             

            . 3. Franco Júnior, 14 anos, mora no Felipinho. Comprou-lhe um depósito portátil de uísque. Daria se pudesse um alambique completo para ele parar de mexer no seu notebook, toda vez que está bêbado. O que acontece a cada dois dias.     

            4. Surama, 18, mora no Anjo da Guarda. Comprou-lhe  um ursinho de pelúcia cor-de-rosa. Daria, se pudesse, ao pai que é cabeleireiro uma assinatura do Jornal do Anjo da Guarda, para ele aprender como vai ‘sair na foto’ se continuar a dar em cima do namorado de sua colega, Sharlene, que é traficante perigoso e não gosta, nem um pouco, desse assédio.  

            5. Técio, 11, mora no São Francisco. Comprou-lhe um time de botão. Se ele não perceber a indireta daria se pudesse um time de futebol de marmanjos para ele tomar conta e parar de se meter a técnico do time de futebol júnior do bairro, onde joga e que se chama Demolidores F.C.  Isso quando não entende de querer jogar na ponta-esquerda




            6. Vadinho, 18 anos, mora no Centro. Comprou-lhe um cedê pirata da Jovem Guarda. Daria se pudesse um baita som de carro para que ele passasse a escutar muito longe de casa esse tal de Márcio Greyck, que ninguém agüenta mais ouvir dentro de casa quando ele está ‘consertando’ alguma coisa, todo sábado pela manhã. .

            7. Baron, 20 anos. Mora no Jardim América. Comprou-lhe um relógio paraguaio. Daria se pudesse, uma casa em Jacaré dos Homens nas Alagoas, ou na Conchinchina, para que ele fosse embora de vez e os deixassem (ele, sua mãe e o amante dela) em paz para sempre.  Com a casa, naturalmente.

            8. Maicom, 9 anos, mora no São Francisco. Comprou-lhe uma agenda. Daria se pudesse uma coleção de revistas Playboy para que ele não fique fuçando suas revistinhas de  sacanagem que o professor de matemática  do colégio onde estuda, lhe empresta,  de vê em quando.

            9. Cristana, 18 anos, mora no Calhau. Comprou-lhe uma garrafa de vinho tinto (adquirido por sua mãe). Daria se pudesse, uma adega de vinhos importados se ele prometesse nunca mais lhe abraçar com seu insuportável mau hálito de álcool quando quer se exibir para os amigos. Pois sabe muito bem que ele não conhece vinho algum e gosta mesmo é de emborcar, disfarçadamente, uma boa caninha do engenho.

                                                                                                                                                                                                         ewerton.neto@hotmail.com
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domingo, 5 de agosto de 2012

UM A-B-C BEM HUMORADO





O A-B-C BEM HUMORADO DE SÃO LUÍS (4)



                                                                                             
           
            Para que ficar mal-humorado com as musiquinhas de propaganda política que começaram a infernizar nossos ouvidos a partir de Agosto? Com certeza, essas não entraram A-Gosto e a coisa vai piorar ainda mais com o horário eleitoral gratuito.
            Para compensar segue, em sua quarta edição, o A-B-C BEM HUMORADO DE SÃO LUÍS, sempre na “cola” dos livros sobre expressões idiomáticas maranhenses de J.R.Martins e José Neres.                                   
                       


            1.Vender Toicinho – Expressão usada quando parte da combinação ou anágua aparecia debaixo da saia. Ficou definitivamente fora de moda depois que o toicinho “hoje mais conhecido como cofrinho” passou a surgir, ao vivo, ao invés de por baixo da anágua, por cima das calças de cós baixo das maranhenses espevitadas.

            2.Vender cocada – Acompanhar casal de namorados, segurar velas. A evolução dos costumes está fazendo com que gradativamente a expressão esteja mudando para vender coca. (Há muito tempo que deixou de ser entediante  acompanhar casais de mauricinhos e patricinhas depois das baladas : nada como um pouco de coca...ína para a suruba ser completa!)

            3.Um cu de boi – Confusão generalizada; algo muito difícil de entender. Tudo teria começado quando era muito comum, após o chifre, a confusão. Se já havia o boi e o chifre só faltava a confusão, ou melhor , o cu  do boi.  

                                                                        

            4.Tomar gosto – Dirigir-se a alguém desrespeitosamente. As meninas de hoje já não ligam muito para isso. Quando alguém toma gosto, elas gostam tanto que até sugerem o sabor: “Quer de cupuaçu ou de murici?”

            5.Tirar o pé do lodo - Subir na vida, lograr êxito em alguma coisa. Como comprovam os fatos para os lados do Congresso Nacional, por lá, tira-se o pé do lodo  mas a cachoeira fica.




            6.Só quer ser. Diz-se da pessoa que quer ser mais que as outras. Versão popular maranhense do dilema existencial britânico,  ‘ser ou não ser’ de Shakespeare. À exceção dos corruptos e agiotas da terra que mandam matar e roubam mas não querem ser o que são, por aqui, todo mundo que só quer ser,  não é.

            7.Tirar do cu com gancho – Conseguir algo com muita dificuldade. Parece que hoje em dia a coisa já não está tão difícil assim, de forma que a versão vice-versa da expressão anda mais realista.  

                                                                        

            8.Quero ser pira de cachorro. Expressão cada vez mais em desuso e que era empregada antigamente para reforçar a verdade de certas afirmações. Dizem que, literalmente,  hoje tem cachorrinho de  madame que está passando muito melhor do que funcionário público maranhense, após a transferência  do Hospital do Ipem para a cidade Operária. Vale mais a pena ser pira de cachorro.

            9.Pedir pepeú – Pedir clemência. Teria evoluído como uma corruptela da expressão pedir papel. Diarréia sem papel (higiênico ou qualquer outro)  é fogo!

            10.Necas de pitibiriba. Negativo, sem nada, absolutamente não. Difícil descobrir de onde teria surgido inspiração para tal expressão, onde se conseguiu extrair o máximo universal da negatividade do nada. Exemplo prático: “Descobriram a Partícula de Deus? Necas de pitiriba” E estamos conversados...                                                                                              ewerton.neto@hotmail.com
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quarta-feira, 1 de agosto de 2012

QUASE





UMA INTRODUÇÃO À TEORIA DO QUASE                                                                          

                       
                                   Esta semana, na SBPC, o cientista israelense  Daniel Schetman apresentou o estudo pelo qual recebeu o Prêmio Nobel de Química de 2011: a descoberta dos quase-cristais , que revolucionou o conceito dos químicos sobre os materiais sólidos. Ele disse: “ Ao longo da vida utilizamos uma série de produtos e objetos que têm os quase-cristais como base de sua matéria e nem percebemos isso”. Ou seja, sendo otimistas, somos quase e nem percebemos. O que, um pouco menos, significa: “Quase somos e nada mais.”
                                   Quando dias atrás, a descoberta da partícula de Deus, ou o bóson de Higgs sacudiu a comunidade científica no mundo inteiro, quem duvida de que estávamos simplesmente diante de uma quase-descoberta? De algo que apenas insinua e que não se resolverá nunca porque sempre haverá  algo mais a ser descoberto? O que só faz ganhar corpo cada vez mais A Teoria do Quase...  
                       
                                   Porque em tudo que existe na vida existe um quase, e esse quase – nunca reconhecido-  é a lei maior do universo, a única verdade que existe e que jamais surgirá em sua plenitude porque...existe o quase. O que, afinal de contas, apenas comprova a teoria.
                        O quase está por trás de qualquer gesto: de qualquer atitude, de qualquer pensamento. Tudo na vida é quase. Quase sonhamos, quase  prosseguimos, quase que a minha amiga ganhou no show do milhão, quase que a Xuxa era bonita, quase que meu amigo me conseguia um grande emprego, quase que a boazuda da farmácia me deu bola, 
quase que somos felizes, quase que está começando mais uma teoria estapafúrdia etc.etc.  Mentira? “Não existe caminho para a felicidade, a felicidade é o caminho.” já dizia o especialista Dalai Lama. Portanto, a felicidade e tudo que se almeja e deseja na vida é um quase e quem propaga isso como fácil é um bobo ou um impostor. Quando supomos que  atingimos a felicidade ela acaba e é isso que justifica a vida: o quase possui-la, nunca em definitivo. Ainda bem que existe o quase, pois é o que dá sentido à vida. A rigor, a bem da verdade, deveríamos ser mais contundentes em sempre responder de acordo com a verdade.
-                                                                    Qual é o seu nome?
-                                                                    Quase João da Silva.
-                                                                    Como???
-                     Quase , porque nunca haverá um João da Silva completo, se existem tantos por aí ,  se vou morrer um dia e se ninguém sabe quem eu sou e o que eu quero, além de meu relógio e o barbeiro da esquina.
                        E aí por diante. Um casal jamais deveria dizer sim a seu par. Ao invés, na hora de declarar seu amor deveria dizer quase sim porque é apenas isso que pode prometer: uma quase dedicação, uma quase renúncia, um quase amor, pois se existe uma série de sofrimentos investidos no amor, em nome de sua própria identidade ninguém pode ser capaz de um amor total e absoluto.
                        Einstein já havia quase provado isso com a sua Teoria da Relatividade que deveria se chamar teoria do quase. Ora, se como disse ele o tempo e o espaço são relativos,   - e tudo que se considera sólido são apenas ‘quases’ -  que dirá da vida que nada mais é do que espaço, tempo e luz? Não precisaria ser físico para chegar à mesma conclusão, provoca a teoria. Se o ser humano passa 1/3 do seu tempo dormindo e, portanto, quase-morto, tem na melhor das hipóteses, por definição uma quase vida. Alguém dirá que se a vida é um quase, a morte, ao contrário é total,  absoluta...mas, quem garante? Ainda que não acreditemos na vida após, ninguém pode garantir nada, nesse caso, nunca seremos mortos, mas quase-mortos.
                        Pensando bem, de total mesmo na vida, só a idéia de idiota que os políticos têm de seus eleitores. Se  eles acreditam que podem aporrinhar o dia inteiro os ouvidos de todo mundo com músicas estúpidas, carreatas e passeatas,  e ainda assim, estes serão capazes de votar nos mais aporrinhadores, isso não seria  coisa para quase-idiota, mas para idiota total. Quase-loucos, defende  a Teoria.  

                                                                                              ewerton.neto@hotmail.com
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sábado, 21 de julho de 2012

BARBEARIA DE SHOPPING



artigo publicado hoje na seção Hoje é dia de...Caderno Alternativo,
jornal O Estado do Maranhão




Careca, eis aí um nome feio. Porém, mais feio do que o nome é o que representa. Cada  vez mais procurava imaginar a sensação, iminente, dos que a possuem em plenitude: um deserto na cabeça, a vizinhança dos astros, strip-tease do coco, placa luminosa, saudação aos pássaros? Não, nenhuma razão para aceitar, passivamente, a derrota.
            Decidido, atravessei aquela porta sofisticada demais para os meus costumes. ( Eu, que só cortava cabelo com o Marivaldo, dono de botequim e que corta cabelo em pé, entre uma cachaça e outra,  cobrando de três a cinco reais - a depender de quanto o Moto Clube perde a noite passada). Fui atraído pelo cartaz, enquanto caminhava pelos corredores do Shopping : Raul`s Unissex , know-how francês, método revolucionário de criar ondas. “Será algum feiticeiro  do mar?”, perguntei-me.  
            Adentrei o ambiente como um caubói do antigo faroeste adentrava o saloom: como um bom Charles Bronson, ou melhor, como Yul Brinner - de 7 homens e um destino - por razões óbvias.  Só que a ausência do chapéu me dava uma sensação de desamparo. Adiante de mim o barbeiro, ou  melhor o cabeleireiro, ou melhor,  o coiffeur,  segurava uma arma: o pente.
            Tentei ser o mais másculo possível porque o que via ali me deixava atordoado. Eram homens, mulheres ou nem uma coisa nem outra? De qualquer forma, falei:
            - Quero cortar o cabelo -  da mesma forma como diria, “ Quero cortar o pescoço”
            - Cortar o cabelo? – perguntou o meu ‘salvador’, com a voz tão fina que não parecia ter saído dele, mas do fio do secador que segurava. A atenção do público se voltava para mim, talvez pretendendo adivinhar que cabelo eu ia cortar.
            - Aqui não corta cabelo de homem?
            - U-N-I-S-S-E-X – Respondeu o  cabeleireiro, separando tanto as sílabas que o que ele disse não pareceu significar um sexo, mas milhares. - Deseja fazer unha também?
            - Não, acho que já nasceram feitas, por favor!
            - Hum, já entendi. Kátia! Leve o senhor para lavar a cabeça - ordenou aquele que eu supus que fosse Raul.
            Notei que ele não falou cabelos, mas cabeça. Lembrei com pesar do Alfredão, da barbearia de minha infância quando os meus cabelos eram fartos e eu não precisava passar por isso: havia uma mistura de mijo com Glostora e retratos de Xuxa e Luiza Brunet nuas, pregadas na parede, ao redor do espelho.  


                                                                     



            - Você quer frisado, taqueado, escovinha, com topete, à la Neymar, para trás, para o lado, para cima ou para baixo?
            Não, não era um profissional, era um mágico.  
            - Como?!
            - Alguma forma preferida de corte? – Notei um pingo em seu sorriso e percebi que esse pingo estava mais para ser de ironia do que de shampoo..
            - Bem, eu prefiro mesmo aquele que fica em cima da cabeça -  assenti sem muita convicção.
            Fechei os olhos para não ver. Que angústia!Os dedos dele dançavam um carnaval frenético na minha cabeça. A maldita sensação de a minha cabeça ser um pandeiro, era fácil suportar. O que não dava para agüentar eram as técnicas francesas de Raul. Um vento quente aquecia minha nuca constantemente. Pensei que fosse o secador até quando lembrei de que secador não tem mal-hálito.
            Hora e meia de eternidade depois de tanto sofrimento ( cuja duração só entendi como uma forma de justificar a partida sem regresso do meu último cinqüentinha)  o resultado:
            - Mas... – e eu olhei de um lado para o outro aturdido – Cadê?
            - Cadê o quê? – indagou o cabeleireiro
            - Meus cabelos! – gritei com todas as forças do meu pulmão
             Raul, impassível, parecia não entender a extensão do meu problema.
            - Você quer dizer, seus tufos de cabelo? Ora, não seja ridículo. Fiz a única coisa possível diante de sua carência de pelos cranianos: uma careca decente. Se não estiver satisfeito compre uma peruca e caso não tenha dinheiro use um guarda-chuva ou um boné. Na sua situação qualquer coisa serve. 
            Foi um bom conselho que sigo à risca. Integrado à minha careca mais rápido do que imaginava o guarda-chuva, ou o boné me livram da sensação de nudez em cima da minha cabeça que me apavora.
            Ah, ia me esquecendo: voltei ao Marivaldo. Não, não para cortar cabelo. Para falar sobre o custo de vida – e a economia de não ter cabelos.
                                                                       ewerton.neto@hotmail.com                       

sábado, 14 de julho de 2012

13,7 BILHÕES DE ANOS DEPOIS


artigo publicado na seção Hoje é dia de...Caderno Alternativo
jornal o Estado do Maranhão, hoje , sábado


13,7 bilhões de anos atrás a temperatura desse troço aqui ( estamos falando do Universo em que vivemos) era de lascar. Bote bilhões de graus nisso! O único bebê capaz de nascer numa fornalha  dessas  era mesmo o Universo, ainda assim porque era filho único do seu pai que, por via das dúvidas, vamos chamar de Deus. E que era mesmo um pai caloroso – e bote calor nisso!
                        Parece que o bebê – como todo filho único – era cheio de manias. A primeira brincadeira que esse bebê complicado teve foi  um  tal de big-bang. Como todos sabem tem bebê que brinca de bola, outros brincam de boneca, outros de berrar para aporrinhar os pais.. Pois Universo entendeu de brincar de big-bang tão logo deu seu primeiro berro. E que ninguém ouviu - felizmente para os tímpanos.
                        Certo de que seu pai, Deus, lhe faria todas  as suas vontades Universo cedo enjoou de brincar de big-bang (numa fração de segundos) e, irado porque não tinha mais outro brinquedo à sua disposição, logo começou a estufar de raiva. Voluntarioso e sem motivo algum - ou por isso mesmo - Universo continuou a estufar e se expandir,  a estufar e se expandir. Quando nasceu era menos do que  uma bolinha pequenina,  mas no instante seguinte já tinha inchado mais do que corintiano quando ganha uma taça internacional. Hoje Universo já tem praticamente 13,7 bilhões de anos-luz, só de barriga.

                                                                               
                                                                      

                        2. Entender uma criança difícil assim como Universo requer um pouco de paciência. Um bom psiquiatra logo diria que o bebê nasceu estressado por ser único e sozinho. Além do mais, seu pai parece que nunca se importou muito com ele e, desde o começo, deixou-o por conta das forças do universo o que, convenhamos, é muita coisa para uma criança: ficar por conta de si, desde o começo. Sem contar que Universo é órfão de mãe e nunca teve um irmãozinho. Embora muita gente espalhe por aí  que existem universos paralelos o coitado do Universo nunca viu um mais gordo.  
                        Ora, some-se a tudo isso o fato de até hoje Universo não saber se é criança, jovem, coroa ou idoso, embora tenha certeza de  que nunca será vovô. (Que bom seria se ele um dia fosse parar numa fila de anciões da loteria, pelo menos teria certeza de alguma coisa!) O tempo nada significa para ele, assim como a  eternidade e a morte: ele sequer tem a bendita  (ou maldita?)  certeza de que vai morrer um dia. A verdade é que embora não seja um pai desnaturado Deus deixou esse filho abandonado por aí, e Universo continua bufando e inchando nem ele mesmo sabe por que, como se tivesse culpa por ter nascido, perdido na sua própria imensidão sem fim.


                                                               

                        3. Essas considerações  servem para explicar porque um belo dia, Universo, farto de tanta grandiosidade, pediu  a seu pai, que o permitisse inventar  um minúsculo ser lá para os lados de um minúsculo planetinha de uma galáxia mais vagabunda ainda. Deus o atendeu, meio a contragosto...  E não é que a tal criaturinha começou a viver e a pensar?
                        Pois bem, semana passada, 13,7 bilhões de anos  depois, Universo acordou cutucado por uma dúvida. Andaram lhe dizendo que justamente naquele planetinha haviam  descoberto que a transformação da energia inicial em matéria  – dele, do Universo -  havia passado por um tal de bóson de Higgs, a quem chamaram partícula de Deus.
                         “Já estão querendo mexer com  minha biografia”  pensou Universo e lá se foi se queixar a seu pai.
                        - Pai, já  estão falando de minha infância.
                        -  Quem?
                        - Os seres humanos.
                        - Seres humanos? Quem são?
                        - Aquelas criaturinhas que você me deu para brincar e que vivem  naquele  planetinha chamado Terra.
                        - Não lembro,  meu filho.
                        - Aqueles que tiveram um dia o desplante de dizer que eram à sua imagem e semelhança. Será verdade o que eles estão dizendo agora?
                        - O que desta vez?
                        - Que descobriram sua partícula e que agora sabem quase tudo a meu respeito. Pai, eu nunca soube de onde vim o que eu sou nem para onde vou. Como é que eles...?
                        -   O que é isso agora, Universo meu?
                        - Pai,  não quero ter a minha infância devassada por seres assim. Queria que você me autorizasse a destruí-los.
                        - Ora, para que se preocupar com criaturinhas tão pequenas? Não perca seu tempo Universo, deixe-os para lá. Eles mesmos se  matarão.
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sábado, 7 de julho de 2012

CARLOS CACHOEIRA ETIQUETADO



artigo publicado hoje, sábado, na seção Hoje é dia de...
jornal o Estado do Maranhão, caderno Alternativo


Li esta semana neste jornal que um sujeito entendido em etiqueta proclamou que comer frango com o auxílio dos dedos fere a etiqueta. Ora, uma de minhas satisfações referentes ao ato de comer, quando me tornei adolescente, foi saber que justamente os mestres da etiqueta autorizavam comer frango com as mãos, como eu fazia quando criança. O que é, obviamente, muito mais prático e ninguém vai morrer por causa disso.
                        Apreciador de um bom frango grelhado acostumei-me, desde então, a comer a parte mais gostosa, para mim, que é a coxa, com as mãos, por uma razão muito simples, se for comer, com garfo e faca,  sinto que esta perde o sabor. Ora, direis, ‘estás a confundir o sabor com a facilidade de ingerir a  comida.’ Isso mesmo, e por que não? O que vem a ser ‘o sabor’? É apenas sentir o gosto que a comida possui ou fazer disso um ato de puro prazer, advindo da liberdade de se refestelar quando e do que jeito que melhor lhe convier? Respondam se forem capazes, senhores mestres da etiqueta!
                        Mestres da etiqueta! Eis aí algo que nunca consegui entender. Com o que, então, de repente, alguém que nunca soube de onde saiu: se é burro ou inteligente, gordo ou magro, argentino ou corintiano, mete-se a dar palpites na maneira de como devo sentir o sabor de uma comida - que ele não pagou para mim.  Dá para acreditar?
                        E, pior, faz disso uma forma de vida, ganha dinheiro à custa dessa suposta sapiência e a única coisa que existe para  referenda-lo é a informação de que deve ser rico. Sim, porque senão o dito cujo não freqüentaria restaurantes caros,  não estaria dando uma de papagaio de pirata nas fotos com celebridades e não acharia uma editora capaz  de publicar suas regras de ‘bem comer’ que ele aprendeu, sabe-se lá onde. E, principalmente, não acharia um batalhão de idiotas que somos todos nós, seres humanos, ávidos por sair atrás de qualquer um que nos imponha o cerceamento da nossa liberdade de pensar ou agir – ou de comer. “Liberdade, Liberdade!” como disse o poeta: “Como teus grilhões são mais pesados para o ser humano do que qualquer escravidão!”
                        Na edição desta semana da revista Veja li uma entrevista de um arquiteto, por sinal maranhense, na qual este se refere ao mega-corrupto, Carlos Cachoeira. O título da reportagem é “O Cachoeira é um homem muito fino” Fino? Tentei interpretar o conteúdo surpreendente do título, antes de começar a ler a reportagem e logo me veio a imagem do rotundo Cachoeira, muito mais para gordo do que para magro. Percebi que não era por aí. Lendo um pouco adiante foi fácil chegar à conclusão de que o arquiteto maranhense referia-se a uma suposta ‘finura’ do sujeito, mais ou menos do tipo ao qual se referem aqueles que pregam e distribuem regras de etiqueta. Esse ‘fino’ dele alude à elegante, social, chique, prendado etc. O que de pronto me levou, por ilação, a uma conclusão sui-generis. Ora, se alguém com o volume de atos de corrupção dos quais é acusado, como Cachoeira, é um homem fino, isso quer dizer que um sujeito honesto deva ser o quê, grosso? Pronto, acabamos de descobrir que mais da metade da população brasileira é grossa. Pelo menos enquanto ainda for honesta.

                                                                              

                        Finda a leitura é fácil constatar, um tanto amargamente,  que o “fino” do Cachoeira é do mesmo teor que o “gente bonita” de que fala a mídia  quando se refere à gente rica. Sim porque Cachoeira, embora seja acusado de corrupção, é rico por causa disso, portanto, não importa a sua educação,elegância, cultura, tornou-se gente fina ou ‘finíssima’ porque a posse do dinheiro traz esse outro poder: o de transformar um feio em bonito, um burro num intelectual, e um corrupto em fino. O que leva a acreditar que neste país surpreendente onde, ainda segundo Tim Maia: gigolô tem ciúme, puta goza, comunista é de direita e traficante fuma maconha, ainda cabe mais um: “E em que corrupto é fino”.
                        Em outras palavras: ser honesto neste país virou deselegância.

                                                                                  ewerton.neto@hotmail.com
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sábado, 30 de junho de 2012

COLA JESUS, PARA PATRIMÔNIO HISTÓRICO E CULTURAL

artigo publicado hoje, sábado, na seção Hoje é dia de...
Caderno Alternativo, jornal O estado do Maranhão



A Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro acaba de aprovar projeto de lei do deputado Luis Martins (PDT) que confere à cachaça o status de Patrimônio Histórico e Cultural do Estado do Rio de Janeiro. O projeto foi aprovado sem discussão.

                        Pois é, quem diria... a cachaça agora vai virar Patrimônio Histórico e Cultural (PHC) do estado do Rio e ao que tudo indica será, em breve, nacional. Pensando bem, nada mais justo já que somos todos cachaceiros, não é mesmo, senhores deputados? Os ilustres parlamentares cariocas só esqueceram de lembrar também da ‘Bala Perdida’, esse patrimônio carioca, não tão perdido assim, que , para os lados das favelas do Rio e dos apartamentos luxuosos ao redor, sempre encontra um no caminho.
                        Por aqui o Tambor de Crioula já foi considerado PHC nacional. Parece-me que o Bumba-Boi está tentando, ou já conseguiu, e o Bloco Carnavalesco também. Neste Brasil em que tudo é festa e tudo é cultura e vice-versa, nada mais justo que o PHC entre como a cobertura do bolo da eterna festa da cultura. Nada como inserir novas sugestões:

1.            O Guaraná Jesus. Como falta imaginação para os nossos deputados! Enquanto os do Rio já elegeram a cachaça, como se esta fosse deles, por que será que, por aqui,  ninguém se lembrou da Jesus? Ninguém sabe até hoje se seu sabor é de canela, de álcool, de sorvete, de açúcar, ou se simplesmente tem sabor. Mas sabe-se perfeitamente que o Guaraná Jesus é um fenômeno genuinamente maranhense que nos causa mais orgulho do que, por exemplo, sermos  do Estado onde se falava o melhor português do Brasil ( alguém ainda se lembra disso?), tanto é assim que os aeroportos de ida dos turistas maranhenses são repletos de caixas e mais caixas de Jesus, como se esta fosse a nossa principal marca. Mas, nunca se viu alguém com um livro de um autor maranhense. Mandem brasa, senhores deputados!



2.              A corrupção. Não sejamos tão pretensiosos assim, esta é nacional. Onde encontrar fenômeno cultural brasileiro mais enraizado do que este, num país em que tudo nasce corrompido: da água ( que vinda do poço e é vendida como mineral) à cachoeira que jorra no Congresso? Até os bebês já nascem corrompidos, porque são adquiridos pelas mães no vizinho, sem que o marido saiba. Certo, alguém há de dizer que a corrupção não pode ser escolhida como brasileira porque existe em todo lugar, já que é intrínseca à natureza humana.
                        Vá lá, mas nunca em outro país do mundo a corrupção é tão aceita, tão desejada e tão festejada. Em nenhum lugar do mundo os acusados de corrupção são tão idolatrados como no Brasil (recentemente, os abraços de Lula, nosso venerado ex-presidente, em Paulo Maluf são provas eloqüentes disso etc.etc.etc.). Que se torne logo, portanto, um PHC nacional reconhecido universalmente, nem que para isso se torne necessário corromper algum jurado. O que, aliás, para nós, seria tão fácil.

                        3. O grito de Gol de Galvão Bueno. Existe som mais cultural e tipicamente nacional do que o grito de gol de Galvão Bueno? Em tudo esse som estridente revela, como nenhum outro, a alma brasileira. A cafagestada, o patriotismo de araque, o jogar para a torcida, o oportunismo - de um farsante em favor de uma grana milionária. Responda depressa, caro leitor. O que lhe arrepia mais em termos de simbolismo patriótico: o Hino Nacional ou o grito de gol de Galvão Bueno? Ora, claro que é o grito do locutor da Globo: interminável, agourento, insuportável, mas capaz de aliviar todas as mágoas nacionais. Que se eternize, então, esse som como símbolo de até onde pode chegar a riqueza da diversidade cultural brasileira.

4.                      O horror à literatura. Seria esse título o mais indicado para introduzir esse fenômeno cultural tipicamente maranhense dos dias atuais, como nosso patrimônio histórico cultural?  Nossa terra já foi o lugar onde outrora se falou o melhor  português do Brasil e foi também o lugar  considerado Atenas Brasileira. Hoje é um lugar onde seus universitários lêem menos de um livro por ano e em que Feiras de Livro apresentam cantores como principais atrações, porque senão ninguém vai. ( Vide Chico César, Imperatriz, Feira do Livro). Em que se dilaceram concursos literários tradicionais  e em que os autores premiados têm de ir à Justiça para receber os prêmios que lhes foram outorgados.
                        “Toda mutação  cultural generalizada deveria merecer tornar-se também Patrimônio Histórico e Cultural”, principalmente numa festa em que todo mundo pensa que deve caber todo mundo. Avante, senhores deputados!

                                                           ewerton.neto@hotmail.com                                                                      http://www.joseewertonneto@blogspot.com

sábado, 23 de junho de 2012

VIAGRA EM FALTA

artigo publicado hoje, sábado, na sessão
Hoje é dia de...Caderno Alternativo, jornal O estado do Maranhão



Houve um tempo em que não havia Viagra. Como será que a rapaziada  resolvia a parada? Vá lá! Uns davam um trabalho danado para as mulheres, outros xingavam  a natureza, uns se matavam, enquanto outros...recorriam aos afrodisíacos.
            Afrodisíaco? Alguém ainda sabe o que é isso? Antes que algum “politicamente correto” me acuse de racista com esse negócio de afro lembro que houve um tempo em que estes foram a  grande solução. A única, aliás, mas já faz tempo. Ultimamente, porém, tem marmanjo abusando tanto das pílulas  “salvadoras” que esquece de que esse tipo de remédio mostra o pau  mas nem sempre mata a cobra, se houver ausência de libido, o que está fazendo muito médico aconselhar a volta imediata aos afrodisíacos. Por via das dúvidas...

1.                 Aspargo. É um dos mais antigos exemplares do gênero e atuava de conformidade com a Lei da Semelhança Erótica, segundo a qual as comidas parecidas com os órgãos sexuais  possuem o poder de despertá-los. (Por falar nisso, por onde andarão os maracujás-pênis dos sítios de Ribamar que fizeram tanto sucesso há um ano atrás? Será que foi mais uma espécie fadada à extinção porque a oferta foi menor do que a procura?).



2.                   Cantárida. É uma mosquinha que seca e moída provoca uma irritaçãozinha nos dutos, aumenta o fluxo de sangue e daí... O milagre. Portanto, caro amigo, se você estiver em uma mesa da Litorânea com uma ‘gata selvagem’, tenha paciência estratégica e não reclame das moscas que por lá proliferam. Ao contrário, verifique se uma delas é a dita cuja e execute a cantárida...Ou melhor, a cantada. . 

3.                 Chifre de Rinoceronte.Usado em forma de pó, seu consumo foi responsável pela quase extinção da raça, tantos foram os animais mortos pela deschifração. Parece ter sido essa a primeira e a última vez na história da humanidade em que o chifre resolvia o problema do chifrudo.

4.                 Chocolate. Como todos sabem, o  cacau contêm uma endorfina, que o sangue do ser humano libera quando se apaixona. Consta que Montezuma, o rei dos astecas, tomava diariamente cinqüenta xícaras de chocolate para dar expediente com suas 600 concubinas. Portanto, amigo, você já tomou seu Toddy hoje? Certo, todo mundo sabe que você não é nenhum Montezuma, mas, montenuma, pelo menos.

5.                 Ginko-Biloba. Não fique impressionado com o nome efeminado que lembra boiola, etc. O efeito é o inverso. Esta venerável árvore vem sendo usada há mais de 500 anos para estimular a circulação sanguínea, já que, sendo um vasodilatador, é uma espécie de viagrazinho natural. Por causa dos efeitos colaterais só precisa ter cuidado para não ingeri-lo em excesso, porque, senão, o vaso que você vai ter que dilatar será o do banheiro.

6.                 Inteligência. Durante muito tempo chegou-se a acreditar que os burros eram melhores de cama, daí se justificando a idolatria de certas mulheres por bobalhões como Luan Santana, Fábio Júnior, ou os paspalhões do BBBrasil. Só que a guru  sexual Dra. Ruth Westheimer uma das maiores autoridades no assunto nos  USA, afirma de pés juntos ( e as coxas abertas) que o órgão sexual mais importante está na cabeça. Já se sabia disso há muito tempo, mas a novidade é que ela referiu-se à de cima. Dizem, por exemplo, que Einstein era insaciável, embora ainda encontrasse tempo para desenvolver a Teoria da Relatividade e tocar violino. Vai ser gênio e bom de cama assim na velocidade da luz!

7.                 Kava-Kava. De acordo com o cardiologista Stephen Sinatra, especialista em medicina natural, a Kava-Kava, da família das pimentas, produz em efeito relaxante que diminui a ansiedade quanto ao desempenho sexual. Portanto, amiga, se você é um ‘pimentinha’ e o seu namorado não está dando conta do recado peça auxílio a uma amiga de fé e faça-o engolir, de imediato, uma Kava-Kava. Mostre o buraco que ele vai Kavar-Kavar até encontrar.

8.                 Ostras. Dizem que Casanova, o maior conquistador da História já começava o seu quotidiano com uma  prato cheio de ostras e a elas deve sua fama de garanhão que lhe rendeu inúmeras mulheres. Casou-se,  claro, mas não durou muito com uma só. A explicação foi pouco convincente para os dias que correm: “Desculpe, minha amada, gosto de você, mas não posso esquecer as outras!” Ou teria dito ‘ostras’?
                                                             
9.                 Vinho. Mais uma vez a história da dilatação dos vasos sanguíneos, na qual o vinho é um mestre. Um outro mestre, da poesia ( que para algumas mulheres sensíveis ainda é o melhor afrodisíaco) o escritor Manoel Bandeira, parecia saber disso quando escreveu: “ Se perguntares que mais queres, além de versos e mulheres. Vinho! Vinho é que é o meu fraco! Evoé, Baco!”

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sábado, 16 de junho de 2012

OS SUPER HERÓIS ( e seus poderes )


artigo publicado hoje, na seção Hoje é dia de...
Caderno alternativo, jornal o Estado do Maranhão


                                    Todo mundo teve, em sua infância e adolescência, um super-herói. O de minha simpatia era o Zorro (não o das histórias em quadrinhos, mas o do romance A marca do Zorro do Johnston McCulley, que reli três ou quatro vezes.) Mas gostava também de Tarzan, Cisco Kid e do Fantasma. Não entendia muito bem o Flash Gordon.
            Mas, não é que estão descobrindo coisas desse pessoal que, na época, não estavam ao alcance da imaginação das crianças que os liam? Pois é, acabam de comprovar o que muita gente já desconfiava: o Batman é gay, Robin é seu caso  e quem confirmou isso foi seu próprio criador. Revelada, assim, a identidade secreta  dos super-heróis ( na base do “não existe herói  tão super que ‘super-e’  seus sentimentos ocultos”), ouso revelar , agora, o que pouca gente, por sua vez, desconfiava: os mais  famosos super-heróis tem equivalentes brasileiros. Senão, vejamos:

1.      O PROFESSOR X. Principais poderes: Sendo o maior telepata do universo, pode ler, influenciar e controlar a mente de qualquer pessoa ao redor, além de projetar sua consciência – da vítima – para fora do corpo.
            Versão Brasileira: Zé Dirceu, também chamado o Mestre Zé. Domina com extrema facilidade a mente de qualquer petista ao redor, o que significa controlar também a mente de todos aqueles que não são petistas, mas querem ficar à sombra do poder. Jamais projetou, contudo, a consciência de suas vítimas para fora do corpo, até porque nunca soube exatamente o que seja isso.

2.                 WOLVERINE.. Principais poderes: Dotado de poderoso fator de cura (seu corpo se recupera de qualquer doença), praticamente não envelhece. Tem sentidos aguçados como o de um animal selvagem e de cada uma de suas mãos  projetam-se três garras.
Versão Brasileira: Lula, também chamado Lula-lelé-rine. Tem poderoso fator de cura, como recentemente comprovado. Envelhece pouco, tanto é assim  que ninguém sabe ao certo a sua idade. Possui os sentidos tão aguçados na “selvageria” dos interesses políticos que consegue controlar desde “cobras criadas” a “tucanos ensandecidos”. Suas mãos só não conseguem projetar mais garras porque lhes falta um dedo.

3.                 ÁQUA-MAN ( o rei dos sete-mares). Principais poderes:  Além de respirar em baixo d’água e controlar mentalmente seres marinhos, possui super-força, enorme velocidade e resistência física incomparável.
Versão Brasileira: Carlinhos Cachoeira, também chamado Cachoeira-Pinga-Pinga. Não respira tão bem em baixo d’água como, sobretudo, em ambientes putrefatos (gabinetes estatais que exalam corrupção). Controla mentalmente os seres mais inimagináveis da política, a custo de muita grana. Possui resistência física invejável, o que lhe dá a capacidade de permanecer em completo silêncio por horas e horas, dias e dias, meses e meses, sem estar morto.


                                          


4. MULHER-MARAVILHA. Principais poderes: Além de força e agilidade a mulher-maravilha tem o poder de se comunicar com animais e voar a grandes velocidades. Possui o inquebrantável laço-da-verdade, que força qualquer vítima a falar a verdade.
            Versão Brasileira: Xuxa, também chamada Xuxa- a Maravilhosa. Possui notável agilidade, especialmente em cenas de sexo com parceiros infantis. Tem o poder se comunicar ‘às mil maravilhas’, tanto com os baixinhos - nos palcos da tevê-, como com seus pais, na própria alcova. Possui o laço-da-mentira, que faz todo mundo acreditar nas mentiras que conta (Por exemplo, todo mundo acreditou que ela foi estuprada na infância, quando, ao contrário, ela é que estuprava garotos, em filmes pornôs).

5.                 SUPER-HOMEM. Principais poderes: Em sua origem era à prova de balas, podia dar grandes saltos e corria mais rápido que uma locomotiva, mas era muito frágil diante uma kriptonita . Seus poderes foram diminuídos por seus próprios criadores a partir de 2006.
Versão brasileira: Ronaldinho Gaúcho, também chamado o Super-Dentuço. Quando chegou ao Flamengo, idolatrado por sua grande torcida, parecia à prova de balas, inclusive as perdidas, tão comuns no Rio. Mas dava grandes saltos e corria mais que uma locomotiva atrás de uma ‘perdida’, ou seja, de uma Maria–Chuteira. Aos poucos seus poderes foram diminuindo, mas continua frágil diante de uma...
N.B. (A kriptonita da fraqueza do Super-Dentuço é um pouco diferente daquela do Super-Homem, embora tenha pronúncia final algo parecida. Como abandonou o Mengão e foi parar no Atlético Mineiro parece que ele não se deu muito bem com a ‘Kriptonita’ de Patrícia Amorim, presidenta do Fla.)  Ou vice-versa.
                                                     

                                                            ewerton.neto@hotmail.com                                                                                              http://www.joseewertonneto@blogspot.com